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Bolívia e OEA anunciam auditoria vinculante de eleição presidencial

O ministro das Relações Exteriores diz que a auditoria será “vinculante”, ou seja, sua conclusão deverá ser acatada pela oposição e pelo governo boliviano

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Foto: Jorge Bernal/AFP
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A Bolívia e a Organização dos Estados Americanos (OEA) concordaram nesta quarta-feira, 30, em realizar uma auditoria do resultado das eleições presidenciais vencidas em primeiro turno por Evo Morales, informou o ministro das Relações Exteriores, Diego Pary, detalhando que o processo deve começar nesta quinta-feira.

“Concluímos o trabalho de coordenação, concluímos os acordos a serem assinados entre a Bolívia e a Organização dos Estados Americanos, para que a auditoria abrangente das eleições gerais de 20 de outubro possa ser realizada”, afirmou Pary em comunicado à imprensa em La Paz.

O ministro das Relações Exteriores acrescentou que a auditoria será “vinculante”, ou seja, sua conclusão deverá ser acatada pela oposição e pelo governo boliviano, e “poderá começar na quinta-feira, dia 31” após a chegada de cerca de 30 técnicos da agência multilateral.

A apuração da Organização Eleitoral Plurinacional (OEP) deu a vitória a Evo no primeiro turno com 47,08% dos votos contra 36,51% de seu oponente Carlos Mesa, por ter obtido uma vantagem de 10 pontos que, segundo a lei, define o vencedor sem necessidade de um segundo turno.

Mas, de acordo com as alegações dos adversários, pode ter havido manipulação do sistema de contagem rápida da OEP, que inicialmente previa um segundo turno entre Evo e Mesa. Um segundo sistema oficial de contagem definitiva também apontou a reeleição a Evo, no poder desde 2006.

Protestos denunciando fraude se intensificaram, com a queima de centros eleitorais, greves e bloqueios enquanto a própria OEA, a União Europeia e os países da região recomendaram uma segunda votação para acabar com as tensões. La Paz negociou com a OEA em busca de ajuda para a questão.

O opositor Mesa, um centrista que já foi presidente entre 2003 e 2005, disse na terça-feira que só aceitaria a auditoria “se (Evo) estivesse disposto a não aceitar o resultado do Supremo Tribunal Eleitoral”. (Com agências internacionais). 

 

Estadão Conteúdo


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