O Exército do Irã afirmou nesta segunda-feira, 13, que o bloqueio naval anunciado pelos Estados Unidos é ilegal e equivale a um ato de pirataria. Em comunicado, as Forças Armadas iranianas também alertaram que poderão retaliar caso seus portos sejam ameaçados.
Segundo a nota, divulgada pelo centro de comando Khatam Al-Anbiya e lida na televisão estatal, as restrições impostas por Washington à navegação e ao trânsito marítimo em águas internacionais violam o direito internacional.
“As restrições impostas pela América criminosa à navegação e ao trânsito marítimo em águas internacionais são ilegais e constituem um exemplo de pirataria”, disse um comunicado emitido pelo centro de comando central das Forças Armadas iranianas, Khatam Al-Anbiya, lido na televisão estatal.
O governo iraniano afirmou ainda que, se a segurança de seus portos no Golfo Pérsico e no Mar Arábico for colocada em risco, “nenhum porto” nessas regiões estará seguro, em referência a uma possível escalada no conflito.
A reação internacional ao plano dos EUA foi imediata. A Espanha criticou a medida e afirmou que um eventual bloqueio no Estreito de Ormuz “não tem sentido”, segundo declaração de uma ministra do governo em Madri.
Já a China pediu que seja garantida a livre navegação na região. “O Estreito de Ormuz é uma importante rota internacional para o comércio de bens e energia, e manter sua segurança, estabilidade e fluxo desimpedido é do interesse comum da comunidade internacional”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, em coletiva de imprensa.
O Estreito de Ormuz é considerado estratégico para o transporte global de petróleo, e qualquer restrição ao tráfego na área eleva os riscos de impacto nos mercados internacionais e de agravamento das tensões no Oriente Médio./AFP