O risco de não estar entre as 12 equipes classificadas para os playoffs do NBB já foi praticamente descartado em termos matemáticos. Mesmo assim, a calculadora já trabalha no Ginásio da Asceb (904 Sul). A sete rodadas do fim da primeira fase da competição, o UniCeub/Brasília tem uma série de jogos fora de casa que pode ajudar a equipe a subir ainda mais.
O retrospecto ainda não é o ideal: são dez vitórias em 23 jogos, um aproveitamento de 43,5%. Números são suficientes para manter o time candango na 10ª posição da tabela. Se a primeira fase terminasse hoje, os tetracampeões brasileiros teriam uma dura série contra o Paulistano pela frente, com os paulistas tendo a chance de fechar o confronto em casa. Mas esse panorama pode ser radicalmente alterado até 3 de abril, quando os comandados de José Carlos Vidal enfrentam o próprio Paulistano, no último duelo da 1ª fase.
Dos sete embates, cinco serão longe dos domínios dos brasilienses. Em um cenário possível, a décima colocação atual pode se transformar até mesmo em um confortável sexto lugar. O atual dono do posto é Franca (SP), duas vitórias à frente do UniCeub/Brasília. O Minas Tênis Clube (MG), atual quinto colocado, aparece mais distante, com cinco vitórias a mais que os candangos.
Em um prognóstico mais otimista, mas menos provável, com o time candango vencendo as sete partidas e os rivais de cima perdendo tudo de agora em diante, é possível até que o time da capital federal termine a fase de classificação na terceira posição.
Dos jogos restantes, alguns serão diante de adversários que brigam pelas posições de cima na tabela (Limeira e Flamengo), outros contra adversários diretos nas posições intermediárias (Macaé Basquete e Paulistano) e, por fim, times que lutam para não cair à Liga Ouro, o torneio de acesso do NBB (Basquete Cearense, Liga Sorocabana e Rio Claro).
Um alento para time e torcida é que o duelo contra o Flamengo, que pode ser um divisor de águas para as duas equipes, será realizado em Brasília. O jogo, inclusive, é o próximo do UniCeub/Brasília em casa, em 17 de março. O esperado encontro pode marcar também o fim de um jejum que já começa a incomodar: desde 2013 o time candango não bate o Rubro-Negro.
Motivado com crescimento
A vitória sobre o São José (SP), carrasco recente do UniCeub/Brasília, fora de casa, foi a prova de que o time está no caminho certo. Ciente das dificuldades que vai encontrar até o final da primeira fase, o ala Arthur evita o clima de euforia com o triunfo e mostra que ter pés no chão pode ser fundamental para o time.
“A vitória nos deu motivação. O time está jogando melhor e, claro, isso nos motiva ainda mais. Estamos focados em terminar a fase de classificação na melhor colocação possível, mas, com isso, devemos pensar jogo a jogo.”
Os mais perigosos
Dos sete jogos restantes, o UniCeub/Brasília tem dois confrontos considerados chave para as pretensões de classificação: Limeira e Flamengo. Arthur conhece as qualidades dos dois adversários, mas prefere não escolher entre uma equipe ou outra quando o assunto é o jogo mais difícil. “Não dá para classificar um mais forte ou menos forte. Vamos ter que jogar muito bem contra os dois para vencermos.”
O fato de enfrentar o Flamengo dentro de casa é motivo de comemoração para Arthur. “Prefiro jogar em casa no segundo turno.”