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Scheidt quer usar tropeço no Brasil como motivação para o Mundial

Arquivo Geral

12/09/2006 0h00

O primeiro ano de parceria entre Robert Scheidt e Bruno Prada na classe Star terá seu ponto alto a partir do dia 1º de outubro, com a disputa do Campeonato Mundial da classe em San Francisco, EUA. Mas mesmo a três semanas do evento, eles tratam de acertar todos os detalhes em busca do primeiro título fora do país.

Apesar da fase ascendente, Scheidt e Prada ainda não conquistaram troféu importante desde que iniciaram os trabalhos, mas chegaram perto principalmente nos últimos meses, quando ficaram com o terceiro lugar na Semana de Spa, na Holanda, e com os vices na Semana de Kiel, na Alemanha, e no Campeonato Europeu, também em território alemão.

De volta ao Brasil, participaram na última semana do 7º Distrito, mais tradicional competição da Star no país e acabaram atrás dos bicampeões olímpicos Torben Grael e Marcelo Ferreira. Resultado que não os deixou pessimistas. Pelo contrário, o experiente Scheidt garante que a derrota vai trazer frutos para os próximos eventos.

“De vez em quando é bom ter uns percalços pela frente. Esse resultado deu uma mexida com a gente, vamos com mais força”, admite o bicampeão olímpico e octa mundial da classe Laser, que deve ter novidades pela frente em relação à última disputa. “Vamos com barco mais moderno e temos que ser mais consistentes, porque serão apenas seis regatas e um descarte.”

Na disputa em San Francisco, novamente terão pela frente os principais rivais brasileiros. No entanto, Scheidt diz que a briga será mais global. Por isso mesmo, vai com antecedência aos EUA, ao lado de seu parceiro, para evitar sustos e para treinar com os melhores já no local da regata. No final de semana anterior ao torneio, disputam espécie de “Mundialito” com vários concorrentes ao título.

“Não é só o Torben e o Macelo. Vão estar lá mais de 100 barcos, mais americanos, muito mais difícil. Por enquanto seguimos aqui, tratando da parte física, mas já embarcamos na segunda para acompanhar a chegada do barco. Queremos estar na água lá pelo dia 20, 21, mas temos que dosar os treinos. As regatas serão longas e desgastantes”, conta.

Igualmente animado com o rendimento, o proeiro Prada explica com números o avanços desde o início da parceria. “No começo, lembro que a gente não sabia direito o que era a classe Star. Mas hoje já somos daqui. Fazemos as coisas por instinto, está no sangue. Começamos lá embaixo e agora estamos entre os top. Somos os oitavos do ranking, subindo para o quinto lugar em outubro. Fomos os que mais evoluíram”, disse Parada, ex-classe Finn.

Apesar de estarem satisfeitos, os exigentes velejadores admitem que ainda existe diferença para os melhores do mundo, problema que só vai ser corrigido com treino e dedicação. “Atingimos 90% do potencial. Mas para chegar aos outros 10% é um trabalho de formiguinha, todos os dias, sem ninguém ver. Pode demorar, até nunca vir, mas precisamos dar duro”, analisa Prada, “Chegar aos 90% é até fácil. O duro é que vem depois e é aí que está a diferença entre os verdadeiros campeões”, completa Scheidt.

Além de ainda serem “novatos”, o que também atrapalha é o alto custo da classe Star. Segundo Prada, ao contrário das outras categorias, é impossível obter resultados de nível sem contar com os melhores equipamentos. E, neste caso, ter o melhor implica em gastos pesados.

“É uma classe cara, não dá para pensar em ir com o básico. Temos que investir. E também estar sempre atento às mudanças, manter-se atualizado. Na vela tudo muda muito rápido”, explica o proeiro.

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