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Ministro vê igualdade em disputa por sede olímpica, mas está otimista com Rio

Arquivo Geral

18/09/2009 0h00

O ministro dos Esportes, Orlando Silva, disse hoje estar “otimista” com a possibilidade do Rio de Janeiro ser escolhido como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, embora tenha reconhecido que a disputa está “aberta”, com as quatro cidades candidatas em igualdade de condições.


“Estou otimista porque o Rio pode sair vitorioso. Madri, Chicago e Tóquio têm condições, mas mostramos tecnicamente que somos capazes”, afirmou o ministro em entrevista coletiva a correspondentes estrangeiros.


Apesar do favoritismo da cidade brasileira ter aumentado nas últimas semanas nas casas de apostas especializadas, sobretudo depois da divulgação do relatório da Comissão de Avaliação do Comitê Olímpico Internacional (COI), o ministro insistiu que “o jogo está aberto”, em relação à escolha, marcada para o dia 2 de outubro em Copenhague (Dinamarca).


Além da qualidade do projeto técnico do Rio, o Orlando Silva destacou como fatores que jogam a favor da candidatura a “absoluta harmonia” entre as três esferas de governo, assim como o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à iniciativa, a experiência de promover os Jogos Pan-Americanos de 2007, e o fato de que a América do Sul nunca recebeu o evento olímpico.


Ao comentar os pontos fracos do projeto brasileiro assinalados no relatório do COI (capacidade hoteleira, proximidade da Copa do Mundo de 2014 e a falta de segurança), o ministro afirmou que nenhum desses fatores impedirá que a cidade realize os Jogos de forma bem-sucedida.


Segundo Orlando Silva, o fato do evento acontecer dois anos após a Copa será uma “garantia” para o COI da capacidade do país de realizar eventos esportivos de grande magnitude.


Ele explicou também que a quantidade de leitos exigida para a realização dos Jogos Olímpicos estará à disposição em 2014, porque a Fifa também pede grande número de vagas para turistas durante a Copa. O ministro garantiu que o Governo, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), abrirá uma linha de crédito para financiar a construção e reforma de hotéis.


Quanto à falta de segurança, o Silva afirmou que é “um desafio permanente de todos os países do mundo”, mas destacou que o Governo brasileiro pôs em prática alguns programas para que o problema seja resolvido não só no Rio, como em outras cidades do país.


O ministro lembrou ainda que durante o Pan de 2007 não foram registrados casos de violência relacionados com a competição.

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