Terminou com final feliz para a organização dos Jogos Pan-americanos a novela envolvendo a Marina da Glória. Após reunião nesta segunda-feira entre o presidente do CO-RIO, Carlos Arthur Nuzman, e a Procuradora da República do Ministério Público Federal, Gisele Porto, ficou definido que o local será mesmo utilizado para as competições de vela.
Segundo os envolvidos no encontro, a liberação aconteceu pela falta de tempo e pela impossibilidade em se achar outro local para a disputa. Além disso, ficou estabelecido que não será feita nenhuma obra que descaracterize a Marina, imposição máxima do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e motivo das brigas até agora.
Na reunião, Nuzman justificou a utilização da Marina como de caráter pan-americano e não olímpico, como no plano inicial, que obrigaria a organização a aumentar a estrutura para a competição. Com a definição, o local receberá 87 barcos, além dos serviços de apoio, entre os dias 13 e 29 de julho.
Após análise do relatório, a procuradoria entendeu que o novo plano era aceitável e que o prejuízo apontado seria menor do que o anterior. A briga entre CO-RIO e Iphan já vinha se estendendo há um bom tempo. O último capítulo havia sido no dia 19, com a manutenção da suspensão do local para uso no Pan.
Até aquele momento, porém, a idéia era a de reformas de grande porte, como a construção da garagem de barcos, que, segundo o Iphan, traria danos à imagem do local. Naquela ocasião, um juiz da 10ª Vara Federal deu ganho de ação ao Instituto e ainda sugeriu como opções a Escola Naval e o Iate Clube para a realização do evento.