Um dos governantes mais carismáticos do planeta, o melhor jogador de todos os tempos e um multimilionário com uma fortuna a serviço da corrida olímpica foram três avais de luxo para que o Rio de Janeiro realizasse hoje o sonho de ser eleita sede Jogos Olímpicos de 2016.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi um dos primeiros a apoiar o projeto olímpico, assumindo desde o início um papel de destaque na defesa da candidatura carioca.
Com a veemência que lhe caracteriza, Lula mostrou aos membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) em reiteradas ocasiões o “direito” da América do Sul de organizar uma edição dos Jogos pela primeira vez na história, contra suas rivais Tóquio, Chicago e Madri.
Assim, o governante se lançou como representante não só do Brasil, mas das aspirações de todo um continente ao assegurar que a concessão da Olimpíada ao Rio de Janeiro significaria a demonstração de que os sul-americanos são tratados como “cidadãos de primeira classe”.
Lula parece disposto, portanto, a aproveitar a grande popularidade da qual goza na comunidade internacional para atrair votos para o Rio, e já confirmou sua presença na cerimônia de anúncio de escolha da sede, no dia 2 de outubro, em Copenhague.
Nesta particular batalha apenas outra personalidade política é tão influente. O presidente americano, Barack Obama, que lidera a candidatura de Chicago e pode fazer frente a Lula.
Quem também goza de muito carisma no exterior é Pelé, que assumiu o papel de embaixador da candidatura durante os Jogos de Pequim 2008, e desde então viajou a grande parte das apresentações técnicas que o comitê da candidatura do Rio realizou nas diferentes confederações olímpicas.
Pelé também foi o encarregado de receber no gramado do Maracanã durante sua visita de avaliação ao Rio os membros do COI, que não resistiram e deixaram o Brasil com um autógrafo do “Rei”.
Além de Pelé, a candidatura do Rio de Janeiro contou com nomes importantes do esporte como o Gustavo Kuerten, Robson Caetano, Janeth e Daiane dos Santos.
Como se não fosse suficiente, a candidatura conta ainda com o apoio pessoal, e especialmente econômico, do magnata Eike Batista, “fã entusiasta” do projeto olímpico, ao qual doou até o momento R$ 23 milhões.
Eike, dono do conglomerado empresarial EBX, tem uma fortuna estimada em US$ 7,5 bilhões, segundo a revista “Forbes”.
Junto a eles, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes; o governador Sérgio Cabral, e o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, completam a lista de personalidades que tentarão fazer história ao trazer para o Rio a primeira edição dos Jogos Olímpicos na América do Sul.