Ser jovem e talentoso nem sempre é o suficiente para driblar os obstáculos que surgem na vida. Aos 21 anos, Hudson de Amaral, conhecido como Hudson Lee – é apaixonado pelos filmes do Bruce Lee –, conseguiu títulos suficientemente bons para ser reconhecido no mundo do Jiu-Jítsu, mas esbarra em uma dificuldade frequente na modalidade que pratica.
Com mais de meio caminho andado, o jovem busca chamar a atenção das empresas privadas de Brasília. Ele precisa de um apoio financeiro que dê suporte para arcar com as despesas do esporte.
“Preciso de alguém que veja potencial em mim e tope ajudar. Qual a empresa hoje que, com R$ 4 mil, consegue colocar o nome dela Brasil afora com tão pouca grana? No caso, o próprio atleta é a propaganda. Esta quantia seria ideal para mim”, argumenta Hudson.
Guerreiro
Por enquanto sem a ajuda de empresas, ele se vira como pode. “No ano passado, quando fui aos Estados Unidos, minha mãe foi de porta em porta nos comércios pedindo. Quando eu cheguei, fiz questão de ir agradecer a todos”, diz Hudson.
Professor de Husdon Lee, João Roque destaca a posição que seu atleta vem tomando ao longo dos anos. “Ele é uma pessoa que já mostra uma maturidade esportiva, não só no sentido técnico, mas sob o ponto de vista da administração da própria carreira”, disse o mestre. “Ele tem algumas condutas e resultados que as pessoas demoram mais tempo, e ele já apresenta isso de uma maneira mais clara. Resumindo, esse garoto vai longe demais”, ressalta João Roque.
Hudson já traçou seus próximos campeonatos. Estão na pauta do atleta o Brasileiro em Fortaleza, o Mundial na Califórnia, o Asian Open, em Tóquio, o Miami Open e o Nova Iorque Open.