Novak Djokovic alcançou mais uma vitória sossegada na campanha pelo tri no Masters 1000 de Xangai. Sem sofrer qualquer quebra, o sérvio venceu o espanhol Feliciano Lopez, número 17 do mundo, em sets diretos (6/2 e 6/3), após 1h11 de embate. Foi o 70º triunfo de Djoko na temporada.
O melhor tenista do mundo tentou impor seu favoritismo desde o início e obrigou Lopez a salvar cinco break points em seu primeiro serviço. Djoko ainda desperdiçou mais duas chances, mas o espanhol cometeu uma dupla falta e permitiu que o oponente abrisse 4/2. Ele ainda tentou reagir, mas o número 1 salvou os únicos três break points que enfrentou, e voltou a aplicar uma quebra para fechar o set.
O tenista de Belgrado diminuiu o ritmo na parcial final. Lopez evitou duas quebras, mas Djoko se impôs e abriu 3/1. Ele ainda desperdiçou dois match points no serviço adversário, mas quando foi para a linha de fundo, abriu 40-0 e teve tranquilidade para confirmar o triunfo e a classificação às quartas de final. Em ótima fase, o sérvio afirmou que ainda busca ajustar detalhes e melhorar suas atuações.
“Quero manter o alto nível, o desempenho, o tênis que eu tenho agora, e também trabalhar em certos aspectos do jogo que eu acho que podem ser melhorados. Eu aprendi a sempre procurar por detalhes que possam ser melhorados. É uma das coisas que me fazem continuar. Isso me motiva a jogar mais”, afirmou Djokovic, sem falsa modéstia. “Não posso apenas esperar vencer confortavelmente todas as vezes, mas eu tenho feito isso na última semana e meia. Obviamente me dá mais confiança”, concluiu.
Campeão em 2012 e 2013, Djokovic aguarda o vencedor do duelo entre o francês Richard Gasquet (11º e cabeça de chave 11) e o australiano Bernard Tomic (20º), que se enfrentam na manhã desta quinta.
Quem também fez valer o posto no ranking foi o britânico Andy Murray. Segundo melhor do mundo e terceiro cabeça de chave, o tenista venceu a acirrada disputa contra o norte-americano John Isner (13º e cabeça 13), e precisou de 2h30 para vencer, de virada, por 2 sets a 1, com parciais de 6/7 (4-7), 6/4 e 6/4.
Murray não vencia um integrante do top 10 há cinco meses. O último triunfo havia sido contra o tcheco Tomas Berdych na semifinal do Masters 1000 de Madri, em maio. Nas quartas, o britânico vai enfrentar o vencedor entre o francês Gilles Simon (14º e cabeça 10), atual vice-campeão, e o tcheco Tomas Berdych (5º e cabeça 5).
O espanhol Rafael Nadal (7º e cabeça 8) sofreu no fim, mas derrotou o canadense Milos Raonic (9º e cabeça 9). O canhoto de Manacor superou o oponente em sets diretos, com parciais de 6/3 e 7/6 (7-3), e terá pela frente que sair do duelo entre o croata Marin Cilic (12º e cabeça 14) e o suíço Stan Wawrinka (4º e cabeça 4).
Agora top 10, Kevin Anderson bate Nishikori
A ascensão de Kevin Anderson continua. Também nesta quinta, o sul-africano chegou às quartas de final de um Masters 1000 ao bater o japonês Kei Nishikori. 12º favorito, o novo membro do top 10 do ranking venceu o acirrado duelo contra o número 6 em sets diretos, com parciais de 7/6 (12-10) e 7/6 (7-3), após 2h08. Foi o primeiro resultado positivo do sul-africano em quatro confrontos contra o nipônico.
Na briga por uma vaga na semi, Anderson encara o francês Jo-Wilfried Tsonga (15º e cabeça 16), que precisou de quase três horas para superar o quali espanhol Albert Ramos (70º) por 2 sets a 1, com parciais de 6/7 (5-7), 7/5 e 6/4, e chegar à sua 100ª vitória em Masters. O sul-africano e o francês se enfrentaram uma única vez no circuito profissional, no Masters 1000 de Roma 2014, ocasião em que Tsonga levou a melhor.