Menu
Mais Esportes

Atletas remam 45 Km na quinta edição da Travessia das Pontes

Arquivo Geral

14/06/2015 10h03

Natasha Dal Molin

torcida@jornaldebrasilia.com.br

Nove canoas havaianas invadiram as águas do Lago Paranoá na quinta edição da Travessia das Pontes. A largada ocorreu no Clube Naval e também contou com atletas remando individualmente de caiaque, em  percurso de 45 km – com uma versão alternativa menor, de 10 km. 

“Esse evento é uma concretização de 14 anos de trabalho”, explica a organizadora da prova, professora de canoagem e atleta Diana Nishimura. Com equipes mistas de homens e mulheres, a competição reuniu atletas de diferentes faixas etárias e coroou o sucesso da  prática em Brasília. 

O esporte é novo na cidade, com cerca de cinco anos de existência  e está crescendo, assim como outras modalidades, entre elas o  Stand Up Paddle, que  tomam as águas tranquilas do Lago Paranoá. Vários grupos de canoeiros – profissionais  e amadores –  têm se espalhado pela capital. 

A adesão feminina à canoa havaiana é visível, com atletas em praticamente todos os barcos da competição. “O espírito de equipe  é demais. Ele faz você ir além na remada, porque você não quer prejudicar o grupo. Isso te faz crescer como pessoa e como atleta”, explica a atleta Gabriela da Costa,   atleta da modalidade há quatro meses.

Lazer e ocupação do lago

Além da competição, a Travessia das Pontes reuniu atletas e admiradores da canoa havaiana e adeptos de outras modalidades aquáticas. 

Idealizador do projeto Ocupe o Lago – movimento que busca chamar a atenção da sociedade sobre a importância do Lago Paranoá para a qualidade de vida da população brasiliense – Marcelo Ottoni Nepomuceno, que também é atleta da modalidade, diz que o Lago Paranoá é um lugar mais do que propício para a prática.

 “Com certeza teremos em breve atletas de ponta competindo nacionalmente”, diz.

Acostumado a organizar ações de limpeza nas margens do lago, ele acredita que o esporte ainda ajuda na ocupação e preservação do Paranoá. “Boa parte dos nossos treinamentos começa antes de o sol nascer. É uma ocupação muito consciente, que tem como premissa um lago preservado, despoluído e com a qualidade da água muito boa”. 

A atleta Gabriela da Costa concorda: “A gente está incentivando as pessoas a aproveitarem o nosso lago e com isso ensinando a cuidarem dele também”. 

Batismo de novas canoas
 
Antes da prova, três das nove embarcações foram “batizadas”, seguindo a tradição havaiana. A cerimônia, realizada pela especialista em cultura havaiana Renata Marson, contou com cânticos especiais, dos quais participaram todos os presentes. 
 
“A canoa havaiana não é uma embarcação comum. Antes de colocá-la na água é necessário invocar os espíritos protetores”, explica Renata. 
 
Cada embarcação custa em média R$ 20 mil. Duas delas vieram do Rio de Janeiro e uma da Bahia. “A nossa canoa passou a madrugada na estrada e agora está sendo colocada na água pela primeira vez”, explica o atleta e educador físico Murilo Uessugue. A embarcação atenderá o grupo nas competições e  estará   disponível para aulas no DF. 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado