Natasha Dal Molin
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Nove canoas havaianas invadiram as águas do Lago Paranoá na quinta edição da Travessia das Pontes. A largada ocorreu no Clube Naval e também contou com atletas remando individualmente de caiaque, em percurso de 45 km – com uma versão alternativa menor, de 10 km.
“Esse evento é uma concretização de 14 anos de trabalho”, explica a organizadora da prova, professora de canoagem e atleta Diana Nishimura. Com equipes mistas de homens e mulheres, a competição reuniu atletas de diferentes faixas etárias e coroou o sucesso da prática em Brasília.
O esporte é novo na cidade, com cerca de cinco anos de existência e está crescendo, assim como outras modalidades, entre elas o Stand Up Paddle, que tomam as águas tranquilas do Lago Paranoá. Vários grupos de canoeiros – profissionais e amadores – têm se espalhado pela capital.
A adesão feminina à canoa havaiana é visível, com atletas em praticamente todos os barcos da competição. “O espírito de equipe é demais. Ele faz você ir além na remada, porque você não quer prejudicar o grupo. Isso te faz crescer como pessoa e como atleta”, explica a atleta Gabriela da Costa, atleta da modalidade há quatro meses.
Lazer e ocupação do lago
Além da competição, a Travessia das Pontes reuniu atletas e admiradores da canoa havaiana e adeptos de outras modalidades aquáticas.
Idealizador do projeto Ocupe o Lago – movimento que busca chamar a atenção da sociedade sobre a importância do Lago Paranoá para a qualidade de vida da população brasiliense – Marcelo Ottoni Nepomuceno, que também é atleta da modalidade, diz que o Lago Paranoá é um lugar mais do que propício para a prática.
“Com certeza teremos em breve atletas de ponta competindo nacionalmente”, diz.
Acostumado a organizar ações de limpeza nas margens do lago, ele acredita que o esporte ainda ajuda na ocupação e preservação do Paranoá. “Boa parte dos nossos treinamentos começa antes de o sol nascer. É uma ocupação muito consciente, que tem como premissa um lago preservado, despoluído e com a qualidade da água muito boa”.
A atleta Gabriela da Costa concorda: “A gente está incentivando as pessoas a aproveitarem o nosso lago e com isso ensinando a cuidarem dele também”.