Importante explicar por que dizemos que a nona fase da Operação Compliance Zero se aproxima da origem da crise do caso Master. É que todas as irregularidades que vêm sendo apuradas têm como base um esquema de empréstimos consignados falsos que o Master montou para engordar a sua carteira de crédito na operação de compra pelo Banco de Brasília.
E esse esquema originou-se na Bahia, quando Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, comprou o CredCesta, instituição de crédito então ligada ao governo do estado. A partir daí, professores da rede pública de ensino do governo da Bahia, e outros servidores, tiveram empréstimos falsos em seu nome.
Os professores nada recebiam e nada era descontado dos seus salários. Mas os créditos constavam da carteira negociada. A fase desta quinta-feira (18) da operação focou nessa relação. E atingiu Augusto Lima e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Investiga repasses que o Master fez, de R$ 11 milhões, à BK Financeira, empresa da nora do senador, Bonnie Bonilha. Como vinha dizendo Rudolfo Lago no JBrNews, o caso Master ainda está longe de não apresentar fatos novos e fustigar pessoas tanto do governo quanto da oposição.