O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, vai ao segundo turno em situação inicial de desvantagem sobre seu principal adversário, Flávio Bolsonaro, do PL. Qualquer que seja o resultado final no dia 25 de outubro, será o fim de um projeto personalista de poder. Desde 1989, Lula disputou todas as eleições presidenciais que pôde.
Pouco a pouco, foi tornando o projeto político de esquerda num projeto pessoal. Aos 81 anos, disputa a sua última eleição. E nem o PT nem a esquerda têm hoje uma alternativa a Lula. Terão que construí-la. E construí-la será um grande drama.
O JBr News de hoje historia todo esse processo desde 1989, quando Lula surpreendeu e passou ao segundo turno contra Fernando Collor. Ele, com 44 anos, Collor com 40, representavam um sentimento de renovação que a sociedade brasileira desejava.
Na época, o eleitor puniu especialmente Ulysses Guimarães, do MDB, o “Velhinho”, que foi a antítese daquela vontade de renovação. Ulysses tinha em 1989 73 anos. Era oito anos mais novo do que é hoje Lula. Como conta Rudolfo Lago no JBr News.