Em entrevista ao JBR Entrevista, nesta terça-feira (15), o deputado distrital e candidato à reeleição Joaquim Roriz Neto (PL) apresentou suas propostas para um eventual segundo mandato na Câmara Legislativa (CLDF). Durante o priograma, o parlamentar ressaltou a herança política da família, defendeu a reformulação da política habitacional com a volta da doação de lotes e detalhou seus projetos voltados ao primeiro emprego de jovens na área de tecnologia.
Candidato à reeleição, o distrital reforçou que sua atuação na política é motivada pela manutenção do legado do avô, o ex-governador Joaquim Roriz. “Eu acho que, por ter crescido na política e ter o mesmo nome do meu avô, eu sinto como se fosse até uma obrigação, uma missão de dar continuidade e manter o legado do meu avô vivo aqui no Distrito Federal”, declarou.
Um dos principais pontos abordados durante a conversa foi a habitação. Roriz Neto criticou o formato atual dos programas habitacionais operados pelo governo, baseados no financiamento de apartamentos por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab). Segundo ele, a exigência de valores altos de entrada inviabiliza o acesso para a população de baixa renda.
“Não tem muita lógica nisso, porque se a pessoa tem capacidade de dar uma entrada de R$ 80 mil, R$ 100 mil, e ainda ficar mais 30 anos pagando uma parcela, ela consegue comprar no particular uma moradia”, apontou.
Para o distrital, a solução para a crise habitacional passa pelo resgate do modelo aplicado durante a gestão de seu avô, com foco na distribuição de terrenos regularizados. “Moradia não é privilégio, moradia é direito. Por isso eu defendo que a política habitacional que existia na época do meu avô volte a ser realidade hoje: a entrega do lote junto com a escritura”, afirmou.
Primeiro emprego
Na área de trabalho e renda, o parlamentar destacou a necessidade de inserir a juventude das regiões administrativas no mercado de trabalho digital. Ele relembrou que a demanda por equipamentos levou à aprovação de uma lei de sua autoria para a criação de centros tecnológicos nas cidades do DF.
“O jovem aqui no Distrito Federal tem capacidade, tem força de vontade, tem garra; a única coisa que ele precisa é de oportunidade. A gente identificou quatro anos atrás que muitos jovens nem conseguem passar pela primeira etapa de uma entrevista porque não têm um computador ou internet em casa”, explicou.
Segundo o deputado, os centros previstos em lei servirão como espaços de trabalho equipado (coworkings públicos) para que jovens realizem processos seletivos e atuem em modalidades remotas para empresas do setor de tecnologia.
Mobilidade e fiscalização de obras
Vice-presidente da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (Ceof) da CLDF, o deputado também citou a aprovação de empréstimos voltados à expansão do metrô em Samambaia e Ceilândia. Ao comparar o planejamento de obras públicas do DF com o de países do exterior, como os Estados Unidos onde nasceu, ele defendeu que o foco das entregas governamentais deve ser a longevidade da infraestrutura, e não o calendário eleitoral.
“Os políticos nesses outros países priorizam a longevidade da entrega. A gente precisa garantir que as obras de grande volume sejam de qualidade e, se for reeleito, vou fiscalizar para garantir excelência para as futuras gerações”, concluiu.