A reunião ministerial de segunda-feira (31) ajudou a clarear mais o tabuleiro eleitoral com o anúncio da saída dos ministros que vão disputar eleições. Mas, no caso presidencial, clareou mais a partir de quem fica do que de quem sai.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que sua chapa permanecerá a mesma: Geraldo Alckmin (PSB) será seu candidato a vice-presidente. E isso acontece menos pelo desejo de manter a mesma chapa e mais porque fracassaram as tentativas de Lula de usar a vaga de vice para tentar ampliar a sua aliança, atraindo partidos do centro, MDB e PSD.
A polarização política limita essas possibilidades. O mesmo acontece pelo lado da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que até agora não definiu quem será seu vice, pelas dificuldades também de ampliar sua candidatura, no caso mais com a federação União Progressista. Nesse campo polarizado, interessa mais aos partidos do centro ficarem livres de obrigações presidenciais. É o que explica Rudolfo Lago, no JBrNews de hoje.