Quem visita a cidade paulista de Itu se impressiona com seus exageros. Ali, objetos que costumam ser pequenos ganham dimensão imensa. E o turista volta de lá com uma enorme “Caixinha de Fósforos de Itu” ou uma quilométrica “Borrachinha de Itu”. No jargão econômico, um banco pequeno costuma ser chamado de “tamborete”.
E o Banco Master era considerado um banco pequeno. Mas que vem produzindo um estrago enorme na República. É, então, o “Tamboretezinho de Itu”. No início das investigações, temia-se o que se costuma chamar de “risco sistêmico”, ou seja, ações que possam produzir ao mesmo tempo problemas que coloquem em risco o sistema financeiro.
Mas o Master foi além. A partir do imenso cordão de proteção que criou a partir de relacionamentos com autoridades, o Master vai colocando em risco a República brasileira, com pessoas envolvidas e constrangimentos que atingem todos os três poderes. Como mostra Rudolfo Lago no JBrNews de hoje.