O advogado e analista político Melillo Dinis cunhou uma expressão ótima para qualificar todo o rolo que envolve o Banco Master, o Banco Central e o Tribunal de Contas da União (TCU): “Há ali mais batom do que cueca”. No caso, Melillo se refere a toda a ampla rede de proteção que se envolveu na história, por um lado e pelo outro.
Envolvidos no caso Master, há políticos e, se investiga, até influenciadores digitais que ganharam altas somas para defender o banco. Por outro lado, se a decisão do Banco Central de liquidar o banco viesse a ser revertida, isso provocaria o que os especialistas chamam de “risco sistêmico”: a autoridade monetária do Banco Central ficaria comprometida.
Por conta disso, outra rede de políticos foi criada para proteger o Banco Central. Dela teria participado mesmo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao final, o ministro do TCU Jhonatan de Jesus resolveu suspender a inspeção que determinara no Banco Central. O tamanho desse rolo é explicado por Rudolfo Lago no JBrNews de hoje.