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“Alita – Anjo de Combate” é boa adaptação de mangás?

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Desde Exterminador do Futuro, James Cameron (Avatar) sempre revelou certo fascínio pelas máquinas. Ele e outros diretores, como Ridley Scott (Blade Runner) souberam como ninguém trazer às telonas a psique Homem Vs Máquina que Isaac Asimov sempre escreveu didaticamente em suas obras literárias. Agora, com Alita – Anjo de Combate, adaptação de mangá, que estreia nos cinemas hoje (14) Cameron (que assinou o roteiro da adaptação) enaltece esse sub-gênero com muito vigor e entretenimento.

Conflito Homem Vs Máquina: fio condutor de “Alita – Anjo de Combate”. Foto – Divulgação

Em um futuro distante, o planeta Terra é dividido em duas classes: o proletário e a elite. Esta última vive em uma estrutura suspensa onde apenas os “privilegiados” vivem enquanto o restante sobrevive. Um médico especialista em cirurgias cibernéticas encontra uma ciborgue no lixão de Zalem (a cidade dos ricos) e a transforma em Alita. Com um corpo projetado para sua falecida filha, Alita descobre aos poucos que seu destino é muito mais do que viver normalmente.

Finalmente?

Depois de muitas tentativas de Hollywood em acertar uma adaptação japonesa, Alita parece ser o resultado mais promissor de todos até aqui. Em 2017, Ghost In The Shell, com Scarlett Johansson atingiu momentos interessantes, porém todos sustentados por adereços técnicos impecáveis. Tudo sem qualquer consistência de narrativa.

Mãos promissoras: “Alita – Anjo de Combate” demonstra primeiros sinais de boa adaptação. Foto – Divulgação

Esta nova adaptação, que pincela algumas temáticas como o filme estrelado por Johansson, parece ter encontrado mais humanidade na construção de personagens. Mérito que pode ser entregue à Cameron, cuja filmografia é sustentada por filmes que exploram bem as nuances robóticas.

Ghost in the Shell, com Scarlett Johansson. Uma quase boa adaptação. Foto – Divulgação

Além do talento de Cameron, a direção de Robert Rodriguez beira o democrático ao elucidar com muita clareza o mundo de Alita, introduzindo muito bem os personagens. Entre essa qualidade de edição, Rodriguez coleciona agora, a direção mais comercial da sua carreira, sendo conhecido pelo senso de estética trash como Planeta Terror, Machete e Pequenos Espiões.

Senso de ritmo e bom desenvolvimento de roteiro faz de Alita uma boa adaptação. Foto – Divulgação

No saldo final, Alita não engorda a estatística de adaptações ruins de mangás para Hollywood e mesmo que não consiga atingir seu potencial máximo, todo o esforço – que fica transparente em tela – técnico, direcional e narrativo recompensa qualquer deslize. Abrindo a temporada de blockbusters, Alita – Anjo de Combate com certeza vai ganhar o coração dos fãs e turistas.

Por trás das câmeras: Robert Rodriguez, o diretor de cinema B. Foto – Divulgação

 


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