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Gastronomia

#LuBarboIndica: conheça o izakaya de Cristiano Komiya

Responsável pela comida do New Koto faz homenagem ao pai em casa vizinha

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Sake Yo: conheça o izakaya de Cristiano Komiya
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Desde a adolescência, Cristiano Komiya acompanhava o pai, Ryozo, atrás dos balcões e nas cozinhas dos restaurantes por onde este passou. Koto, Kosui, Takê e, finalmente, o New Koto foram os palcos para as aulas práticas, nas quais o pupilo pode absorver todo o conhecimento que seu mestre adquiriu no Japão, na França (quando estudou e trabalhou no Ritz de Paris) e no Brasil, atendendo por muitos anos o embaixador de seu país.

Após a morte do pai, em 2014, Cristiano demorou a aceitar de fato o posto de comando da casa. Pensou em desistir, mas não tinha por que virar as costas para o legado de seu genitor. Nesses cinco anos, ele tocou o restaurante com maestria e conquistou prêmios, ao mesmo tempo em que cultivou uma vontade que era de seu pai: montar um izakaya. O modelo de negócio, que pode ser comparado a um bar, é o reduto dos trabalhadores nipônicos após o expediente. Por aqui, é comum encontrar casas do tipo em São Paulo. Em Brasília, ainda é pouco conhecido.

O menu abre mão de sushis e sashimis (presentes somente aos domingos) para focar em pratos mais corriqueiros e de preços convidativos no almoço e no jantar.

Cristiano Komiya. Foto: Divulgação

Para comer

O lámen, por exemplo, vem com caldo reduzido por 36 horas, barriga de porco, ovo, macarrão, massa de peixe e broto de bambu, por R$ 34. Mas comece pelo shumai, massa cozida no vapor e recheada por lombo de porco (R$ 18, a porção com 6 unidades) ou pelo nikuman, pão fofíssimo também recheado com corte suíno (R$ 10).

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Shimeji com bacon, sunomono, karaage (frango frito), omelete japonês sobre arroz (R$ 25) também acompanham bem uma boa dose de saquê. E ainda tem as robatas assadas na brasa, que vão da berinjela (R$ 6) ao bacalhau black cod (R$ 60) marinados no missô, passando pelo quiabo com bacon (R$ 5), camarão com molho de manteiga (R$ 26), corte bovino de ancho (R$ 11) e cauda de lagosta (R$ 80). Às quintas, chegam as ostras de Santa Catarina e os ouriços, fresquíssimos.

O ambiente reúne peças que estavam guardadas há tempos na casa dos Komiya, como por exemplo, o uniforme que Ryozo usava nos treinos de baseball quando ainda morava na terra do sol nascente. Também estão lá quimonos, sombrinhas e outras recordações da família. Afinal, um bom lugar para se comer precisa ter comida atrativa, mas, antes de tudo, alma e boas histórias para contar.

Ambiente Sake Yo. Foto: Divulgação


Serviço:
Sake Yo
CLS 212, bloco C.
Funciona de terça a sábado, das 12h às 15h e das 19h às 23h; domingo, das 12h às 15h.


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