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“Velho mundo” X “Novo mundo” dos Vinhos

Quero que vocês entendam quais as principais características que existem entre esses dois mundos dos vinhos.

Daiany Nasteoli

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Talvez você queira guardar vinhos valiosos e deliciosos. Ou talvez queira consultar com mais segurança a carta de vinhos de um restaurante. O aprendizado começa quando percebemos que o mundo dos vinhos é muito maior do que imaginamos.

Essas duas expressões “Velho mundo” e “Novo mundo” são muito comuns no universo dos vinhos e na coluna de hoje vocês irão perceber que seus significados não são assim tão misteriosos.

Então vamos lá, os vinhos do “Velho mundo” são conhecidos principalmente pelos países da Europa, que são os países que no decorrer da história se especializaram na produção de vinhos.

Em uma hierarquia de classificação pela elite dos vinhos eu “Dai Nasteoli” os coloco na seguinte ordem:

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França, Itália, Espanha e Portugal. (Dica: memorize esses países)

Vinhos franceses estão entre os melhores do “Velho Mundo”. Foto: Reprodução/Internet

Já o “Novo Mundo” é representado pelos países mais jovens, aqueles que se especializaram na produção de vinhos há pouco tempo, exemplos deles são: Os Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Argentina, Chile, África do Sul e o Brasil.

De fato, existem diferenças entre os vinhos do Velho e do Novo Mundo, que começam na forma de cultivo das uvas, continuam na produção até o terroir, e até recentemente era relativamente fácil identificar se um vinho era do Novo ou do Velho Mundo, mas hoje essa diferença vem diminuindo. A Califórnia, por exemplo, já está sendo considerada uma das maiores e melhores regiões produtoras de vinhos do “Novo Mundo” assim é tida pelos especialistas e particularmente eu amo degustar os vinhos californianos.

Vinhos da Califórnia estão entre os preferidos do “Novo Mundo”. Foto: Reprodução/Internet

Algumas características de cada um deles:

  1. Os vinhos do “Novo Mundo” são identificados pelo nome da uva utilizada na sua elaboração, como Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec… Já no “Velho Mundo” pela legislação na Europa não se pode colocar o nome da uva no rótulo.
  2. No “Velho Mundo”, valem mais a tradição e a origem. No “Novo Mundo”, valem mais a tecnologia e a uva.
  3. “Novo Mundo” Segue um conceito de “vinhos fáceis“ de serem bebidos, por serem descontraídos, mais frutados, prontos para beber, vinhos jovens e descomplicados em sua grande maioria e também sem muita guarda em barricas. “Velho Mundo” tende a serem mais complexos, vinhos mais estruturados tem mais tanino, são mais encorpados, pesam mais na boca e deixam a boca mais seca, são onde se produzem os melhores vinhos de guarda, ou seja, vinhos feitos para evoluir.

E por hoje é isso, lembrando que, a qualidade dos vinhos de qualquer país varia muito, não é só a origem do país que vai dizer se o vinho é bom ou não, pois há vinhos maravilhosos em todos os grandes países produtores e isto inclui o velho e o novo mundo.

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Fazer vinho para mim é fazer o melhor vinho possível nas condições que se tem, enquanto não se tem condições melhores, para fazer um vinho melhor ainda.

“A essência do vinho é a sua diversidade”.

Até a próxima




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