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Luciana Barbo

Same Same: comida asiática simples, elegante e sincera

Luciana Barbo

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Não é novidade que o mercado gastronômico de Brasília é um tanto quanto repetitivo. Já vivemos várias ondas por aqui. Só para citar as mais recentes, tivemos a de casas de carne, de temakerias, de padarias artesanais e de hamburguerias.É um refresco na mesmice quando alguém se propõe a seguir outro caminho que não o que está na moda. Esse é o caso da empresária Raquel Siqueira, que acaba de abrir na 711 Norte um restaurante baseado na culinária do Vietnã, Tailândia e da Coreia. O Same Same but different se apropria da expressão muito usada por lá (que quer dizer igual, mas diferente) para entregar uma comida o mais próximo possível da original, a um preço que não agride o bolso, apesar da elaboração com vários ingredientes importados.

“Temos uma comida simples, elegante e sincera”, afirma a proprietária que passou quase três décadas da vida nos EUA, onde teve uma marca de pão de queijo fornecedora do Whole Foods, e restaurantes, entre eles um italiano e uma rede de cafés. Já o trabalho com a exportação do açúcar orgânico que a família do marido produz em Goiás lhe rendeu muitas viagens ao oriente e, consequentemente, cursos sobre as cozinhas locais.

A simplicidade e elegância são sentidas já na ambientação, toda pensada por Raquel, que estuda arquitetura e desenvolveu o projeto. O amplo espaço com capacidade para 50 pessoas tem pé direito alto, pegada industrial e móveis confortáveis. A playlist é boa de ouvir, com bastante pop.

O que comer lá

As estrelas do menu são os pratos emblemáticos de cada país. O Pad Thai me lembrou bastante um que comi no Chelsea Market, em Nova York. A escolha dos ingredientes nos permite sentir o salgado, o doce, o amargo, o azedo e o picante. Pode levar frango, carne, camarão ou tofu e variar entre R$ 42 e R$ 52.

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Do Vietnã, a proprietária escolheu o báhn mi, sanduíche com baguete (sim, tem influência francesa nas ruas do país) recheada com pepino, picles de nabo e cenoura, coentro com molho especial e patê da casa. O cliente escolhe a proteína, que pode ser frango grelhado, carne desfiada, barriga suína ou tufu, entre R$ 26 e R$ 28.

O único prato coreano do menu é o bibimbap (foto em destaque no alto da página), cujo nome significa arroz mesclado. A panela chega à mesa bastante quente, tanto que é possível ouvir pequenos estalos saindo dela. É o arroz japonês, que deve grudar levemente no fundo para ficar com uma crostinha crocante. Por cima dele vão broto de feijão, espinafre, cenoura, abobrinha, pepino, mix de cogumelos, gergelim, carne bovina e gema de ovo curtida em sakê. O prato é misturado na mesa, em frente ao cliente, com um molho levemente picante. Custa R$ 52.

Tem mais

Provei, e aprovei, todos esses. Os temperos são realmente diferentes e surpreendentes. Também gostei do tuk tuk roll, quem lembra o rolinho primavera (R$ 22), a salada de papaia com vegetais, amendoim e molho de limão e chilli (R$ 29) e couve flor crocante com chutney de tamarindo e chips de alho e os espetinhos de frango com curry e leite de coco (R$ 22). Esta última é tipo aqueles snacks que a gente começa a comer e só para quando acaba.

De sobremesa, valeu provar o mangooo sticky rice, um arroz doce passado no leite de coco e servido com fatias de manga fresca (R$ 22). Para quem não gosta de arriscar, O Same Same tem brownie e rolinhos de sorvete feitos na chapa.

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Outro detalhe do menu é o café vietnamita. Ele é coado à mesa com leite condensado e gelo, acompanhado por biscoito de gergelim.

Serviço:

Same Same but different
Endereço: SCLRN 711, Bloco E, Loja 59
Telefone: (61) 3546-9125
Funciona de terça a quinta, das 12h às 15h e das 19h às 22h30; sexta e sábado, das 12h às 15h e das 19h às 23h30. Fecha domingo e segunda.
Instagram: @restaurantesamesame




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