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Luciana Barbo

Abertura de bares e restaurantes: confira como foi a primeira noite

Em vídeo gravado na noite desta quarta-feira, é possível ver vários bares cheios e restaurantes vazios

Luciana Barbo

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Conforme o decreto 40.939, publicado em 2 de julho pelo governador Ibaneis Rocha, bares e restaurantes foram autorizados a reabrir as portas no Distrito Federal, nesta quarta-feira, 15 de julho.

Enquanto várias casas decidiram voltar ao atendimento in loco, muitas outras se manifestaram por meio de suas redes sociais, comunicando a decisão de manterem apenas os serviços de delivery e take away. Tem matéria aqui sobre os cuidados que as casas estão tomando para a reabertura.

À noite, decidi dar uma passeio de carro pelas regiões com maior concentração de bares e restaurante, para constatar como estava o movimento nos estabelecimentos. Passei pelo Guará, Sudoeste, quadras mais movimentadas da Asa Sul e pelo Pontão do Lago Sul. Durante a visita, pude observar um movimento considerável. 

Curiosamente, os bares estavam bem mais cheios do que os restaurantes, alguns, inclusive, estavam transmitindo a final do Campeonato Carioca, entre Flamengo e Fluminense. 

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Durante o passeio foi possível ver muitas pessoas sem máscara sentadas nas mesas, contrariando a orientação de tirá-la apenas na hora de comer ou beber. 

Movimento de acordo com empresários

No primeiro dia de funcionamento, o Pontão do Lago Sul registrou movimento aquém da capacidade embora o local seja um dos pontos turísticos da cidade. “Acredita-se que começará a ser normalizado aos poucos”, afirmou a assessoria de imprensa do centro comercial. No Bier Fass, a ocupação foi de 12 mesas, no almoço.

No Sallva, o movimento foi melhor do que o esperado, de acordo com a chef Fabiana Pinheiro, com o período na noite melhor do que o do almoço. Ao todo, a casa recebeu 80 pessoas. “Foi como começar do zero. Estamos dando treinamento de atendimento, boas práticas, novo menu. É uma outra maneira de fazer as coisas.A equipe está bem entusiasmada, uma energia positiva imensa. Foi muito emocionate”, conta ela.

A Trattoria da Rosario, italiano no Lago Sul, atendeu 20 comensais no almoço, na quarta-feira. No jantar, o número aumentou para 50 pessoas. No Santé, o almoço teve um movimento de 12 mesas, com um bom tíquete médio, de acordo com o proprietário Oswaldo Scafuto.

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O que diz o consumidor

Nesta terça-feira (14/7), promovi uma enquete em minha conta do Instagram, tanto no Stories quanto no feed. A intenção era sondar a opinião de meus seguidores, cujo total é formado majoritariamente por moradores de Brasília, que frequentam restaurantes e têm entre 25 e 54 anos (82%).

No Stories, a pergunta era se o seguidor tinha a intenção de ir a restaurantes em julho. O resultado foi 79% para a opção “não” e 21% para o “sim”.

Numa outra enquete, realizada em 19 de junho, o resultado foi bem parecido. Na ocasião, a previsão era de que as casas abririam em 25 de junho. Veja abaixo:

Na publicação feita na terça-feira (14/7) no feed, mais do que perguntar se os seguidores sairiam ou não de casa para ir a bares e restaurantes, os incentivei a escreverem o por que de suas respostas. Dos 101 comentários, 88 foram votos, sendo 75 deles (85,2%) afirmando não querer ir aos estabelecimentos nos próximos 30 dias. Outros 13 (14,8%) se manifestaram  no sentido contrário.

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Opinões

Para as pessoas que se manifestaram contra sair de casa para frequentar estabelecimentos de alimentação, a justificativa mais frequente é o medo gerado pelo aumento no número de casos e o fato de os hospitais estarem com a capacidade máxima quase esgotada. Por alegarem falta de segurança, alguns seguidores chegaram a dizer que irão parar de pedir delivery de casas que estiverem funcionando com atendimento presencial.

“Vou esperar passar esse pico e aumentarem o número de leitos no DF. Se adoecermos, nem isso teremos.
Mesmo com esses protocolos, acho um risco”, afirmou a seguidora Sandra Vuolo.

Para Nice Damasceno, o momento não é propício para a abertura de bares e restaurantes. “Apesar da vontade de sentar num barzinho e jogar fora, não acho um bom momento. Estamos observando as pessoas nas ruas sem máscaras. Então imagina num barzinho!!!”, analisa ela.

Quem vai sair

Do outro lado, os que se posicionam a favor da abertura de bares e restaurantes e que irão almoçar ou jantar nestes estabelecimento comentaram sobre a economia e as dificuldades que o segmento está passando.

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Apesar do universo de pessoas ouvidas ser limitado, na minha cabeça, uma pergunta lateja. Será que adianta abrir um restaurante com público batante reduzido, o que causa um faturamento menor? Essa conta fecha? A resposta a gente terá só daqui uns dias, conversando com quem decidiu voltar a funcionar.

 

 




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