Depois da descrença no começo da Copa, a França chegou à segunda final de sua história. Grande parte do crédito pelo feito deve ser dada a Zidane, que voltou a jogar o que sabe na reta final de carreira. Com a possibilidade de ser novamente campeão mundial, o craque credita a evolução da equipe à força do conjunto, e não quer nem saber de “torcida de última hora”.
“Seria magnífico conquistar o título. Senão para nós, os 23 jogadores, para a comissão técnica, para todos que nos apoiaram”, disse o camisa dez ao site da Federação Francesa de Futebol. “Falo daqueles que estavam lá desde o princípio, não daqueles que se juntaram durante o caminho”, completou, criticando.
O maestro francês destaca a união como principal diferencial dos comandados do técnico Raymond Domenech. Segundo ele, o pacto feito entre os jogadores tem ajudado a irem mais longe do que muitos imaginavam.
“Demos nossa palavra de que morreríamos juntos, e assim temos feito. Chegamos até aqui porque todos fizemos um grande esforço”, disse Zizou.
Contra a Itália no domingo, o trunfo dos franceses será a vontade de conquistar o bicampeonato. Para superar a Azzurra e encerrar uma geração brilhante, será fundamental o empenho de todos, diz ele.
“Conquistar o título não será fácil. Vai ser muito, muito difícil, mas temos as armas e verdadeiramente temos vontade de ganhá-lo. Seria fantástico levantar a Copa uma vez mais, e somos 23 para fazer isto”, explicou o melhor jogador do mundo em 98, 2000 e 2003.
Autor do gol que deu a vaga aos franceses na final, Zidane diz que a pressão não o abalou frente ao goleiro Ricardo. Segundo ele, seria importante segurar as perigosas investidas portuguesas. “A pressão é grande na hora de cobrar o pênalti, mas é uma coisa boa. Pensei: ‘se marcar, faremos 1 x 0, nos dedicamos na defesa e estamos na final’. Foi a única coisa que veio à minha cabeça”, resumiu.