Principal temor dos 180 milhões de torcedores brasileiros, a zaga da seleção permanece invicta ao fim da segunda rodada da Copa do Mundo da Alemanha. O aspecto foi lembrado e exaltado por Juan, melhor zagueiro do Brasil nas vitórias sobre Croácia e Austrália. "A zaga foi bem e isso é importante, pois sabemos que, se não levarmos gols, lá na frente o time resolve".
O jogador destacou a soberania do setor defensivo canarinho diante dos gigantes australianos, que abusaram das bolas aéreas no duelo deste domingo. "Sabíamos que seria difícil e que não ganharíamos todas, mas levamos a melhor na maioria e não passamos grandes sustos".
O discurso foi semelhante ao de Lúcio. "A gente conseguiu fazer mais uma partida sem sofrer gols, mas o mais importante é que a equipe melhorou bastante em relação à estréia", ponderou o camisa três.
As subidas da zaga ao ataque também foram assunto. Questionado sobre as constantes descidas tanto dele quanto de Lúcio para o campo de ataque, Juan foi didático: "Como estavam marcando individualmente nossos meias, essas saídas acabam sendo importantes para abrir espaços".
Gilberto Silva, que atuou praticamente como um terceiro zagueiro depois que substituiu Emerson, também gostou do desempenho da zaga. "O Parreira me pediu para ajudar mais na marcação pela direita, principalmente cobrir o Cafu. Eles tinham jogadores altos, que estavam enfrentando muitas dificuldades para ele".