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Futebol

Vitória devolve a paz aos treinos do Verdão

Arquivo Geral

09/11/2006 0h00

Na reapresentação do Palmeiras nesta quinta-feira, após a vitória de 3 x 0 sobre o Fortaleza, uma velha conhecida voltou a dar as caras pelos lados da Academia de Futebol: a tranqüilidade. Se o início da semana foi de fortes emoções para o elenco palmeirense, com Edmundo se estranhando com Valdívia, treino encerrado precocemente e torcida organizada invadindo a sede social do clube, o resultado frente aos cearenses parece ter apaziguado as coisas no Parque Antarctica.

A calmaria foi visível até nos trabalhos desta quinta. Os titulares da partida seguiram para realizar exercícios físicos, enquanto os reservas ficaram no gramado. Somente depois todo o grupo foi reunido para a realização de treino tático. Entre os jogadores, um ambiente descontraído, algo incomum no Palmeiras durante as últimas semanas.

O comportamento da torcida mereceu comentário especial dos jogadores palmeirenses. Muitos, caso de Paulo Baier, ficaram surpresos com a recepção no Parque Antártica, principalmente após a invasão da Mancha Verde na última terça e a carta de demissão coletiva enviada à diretoria.

“Todo mundo esperava o torcedor vaiando, mas ele nos incentivou desde o início. Temos de trazer o torcedor de volta para nosso lado. É lógico que ele quer sempre vencer, mas como é difícil, o que vale é jogar bem”, disse o lateral, dando a receita para cativar os palmeirenses. “O mais importante é sair na frente, como foi no Fortaleza. Isso dá uma tranqüilidade muito grande”.

Juninho vai na contramão do companheiro. Com experiência no futebol inglês, garante que é necessário a torcida palmeirense mudar a postura e incentivar para ajudar a equipe na luta contra o rebaixamento à Série B. “Nessa situação não é legal jogar no Parque Antártica. Qualquer jogada errada e tem uma chiadeira da torcida. Ano passado o clima estava melhor”, disse.

Para Juninho, isso “não é torcedor”. “Os torcedores têm de entender que ninguém está feliz com essa situação do Palmeiras. Não é que não exista amor à camisa. A partir do momento que o jogador é contratado, ele vive o clube”, concluiu.

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