Protagonistas da final da Copa do Mundo de 1990, Alemanha e Argentina voltam a se enfrentar nesta quarta-feira, às 16h45 (de Brasília), na Allianz Arena, em Munique. Visando a finalizar a preparação de sua equipe para o Mundial, que começa em junho, o técnico dos hermanos, Diego Armando Maradona, prevê um grande espetáculo para enfim definir o elenco que disputará a competição na África do Sul.
“São duas equipes com história. Para nós, seria muito importante ganhar. Vamos tentar vencer e contribuir para um bom espetáculo. Será uma partida espetacular”, declarou o ‘Pibe d’Oro’. Confiante, Maradona disse em suas últimas coletivas que acredita na Alviceleste para o título da Copa, desde que cada jogador do elenco tenha ‘fome de ser campeão’. O jogo ante os alemães pode ser o último antes da Copa, já que Dieguito pediu o cancelamento do amistoso contra o Canadá, anteriormente marcado para o dia 24 de maio, em Buenos Aires.
À parte disso, o treinador pretende definir os últimos selecionados para a delegação. Criticado por parte da imprensa de seu país por convocar muitos jogadores diferentes, o ídolo argentino disse estar com o plantel 80% definido e complementou ironizando os jornalistas que reclamam de sua postura. “A imprensa crê que vamos ser os últimos. Isso nos dá força”, afirmou Maradona, que tomou como base a Copa de 1986, conquistada pela Argentina, para argumentar o ‘efeito motivador’ que as reclamações alheias exercem.
Pelo lado da Alemanha, comandada pelo técnico Joachim Löw, a novidade na convocação foi o brasileiro naturalizado Cacau, destaque do Stuttgart na Bundesliga, primeira divisão do país. Na última semana, o atacante marcou cinco gols em duas partidas. Além disso, a expectativa fica sobre a revelação do meio de campo do Bayer Leverkusen, Toni Kroos, de apenas 20 anos, que também foi chamado para o amistoso.
Segundo o capitão Ballack, a partida será muito difícil para os alemães, por conta do espírito guerreiro dos adversários desta quarta. “Os argentinos entram em uma partida como se fosse de vida ou morte. Eles dão tudo de si e por isso a partida se torna perigosa”, explicou o meia.