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Futebol

Vingança com vinho

Arquivo Geral

27/06/2013 9h25

Espanha e Itália, finalistas da Eurocopa de 2012, colocarão em campo na Arena Castelão, em Fortaleza, às 16h, o peso da história e da tradição de duas das principais seleções do mundo – e ambas com fome de vitória.

 

Uma revanche que deverá ser servida ao molho do freguês com um bom vinho para os torcedores da “velha bota”. Esse é  sentimento expressado pelo italiano Antonino di Giovanni. “Historicamente, sempre ganhamos da Espanha. No ano passado ela nos venceu na final porque estavámos com um a menos. Qualquer time tem um ponto fraco, podemos vencer”, lembrando que na goleada sofrida, a Itália jogou quase todo o segundo tempo com um jogador a menos. Pois Thiago Motta se contundiu e  as três substituições já haviam ocorrido. 

 

Empresário, dono de dois restaurantes na capital, Ninny, como é conhecido, é da mesma cidade que o craque Balotelli, Palermo. 

 

Mesmo sem contar com a força do artilheiro italiano, Ninny acredita que a volta de Pirlo – recuperado de uma contratura muscular na panturrilha direita – ao meio de campo e a camisa azzurra podem fazer a diferença neste momento. “Nosso time é bom, o Pirlo é o engenheiro e o De Rossi é o homem da caixa de ferramentas. Buffon ainda é o maior goleiro e temos condições”, comentou.

 

Prandelli montou o esquema para a partida desta quinta inspirado na atuação de seu time na final da Eurocopa. Como naquele dia, escalou três zagueiros. A diferença é que desta vez a Azzurra entrará em campo com seis meio-campistas e um atacante (Gilardino, que substituirá o cortado Balotelli).

 

Para trazer a alegria

A torcida de Ninny nesta competição tem o intuito de resgatar a alegria que o sciciliano tem em acompanhar o futebol. As últimas temporadas de seu clube na Itália e o que adotou em terra tupiniquim vivem semelhanças nada agradáveis. “Eu adoro futebol, mas estou sem sorte. Na Itália torço para o Palermo, e ele caiu para a segunda divisão. Aqui no Brasil, torço para o Palmeiras, e ele também caiu.  Estou procurando um time de pólo aquático para torcer”, brincou.

 

Apesar da maré de azar, Ninny lembrou de um momento não muito agradável para os brasileiros. “Ninguém imaginava que iríamos vencer vocês (o Brasil) naquele Mundial de 82. Aquele jogo foi um parto. Lembro-me que meu pai dizia que achava que iria morrer sem ver a Itália ganhar. Foi mágico”, finalizou o empresário.

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