Celso Roth assume um time desacreditado pela torcida e apontado pelos especialistas como candidato ao rebaixamento se não se reforçar. A diretoria tem consciência disso e aposta em um treinador reconhecido por fazer bons trabalhos, mesmo quando não tem o melhor material humano nas mãos. Enquanto espera por contratações o comandante evita desmerecer quem já está a sua disposição e diz que o Cruzmaltino ainda pode surpreender a muitos neste Brasileirão.
“O Vasco não é melhor e nem pior do que a maioria dos times. Todas as equipes têm as suas deficiências e as suas carências. Mas o Campeonato Brasileiro não permite que a gente fique lamentando nada. Temos é que apostar sempre no trabalho, pois sei que, com ele, o Vasco ainda pode fazer coisa muito boa neste Campeonato Brasileiro. Por isso mesmo acredito que não é impossível voltarmos de Santa Catarina com uma vitória”, afirmou um confiante Roth.
Apesar do otimismo, Celso Roth lembrou aos seus comandados das dificuldades de se enfrentar o Avaí atuando na Ressacada. A goleada sobre o Grêmio Prudente serve de alerta, mas não chega a intimidar o comandante.
“O Avaí tem um time muito bem armado, organizado taticamente, com seus jogadores sabendo muito bem o que fazer dentro de campo. Mas o Vasco também aposta em uma boa postura para poder conquistar a vitória. O nosso adversário tem a vantagem de poder jogar em casa e contar com o apoio de seus torcedores. Mas nós também temos nossas apostas”, disse o treinador.
Sem querer fazer muitas mudanças e sem tempo para treiná-las, Celso Roth optou por manter a base que empatou com os palmeirenses. Apenas uma modificação foi feita, com o atacante Rafael Coelho ganhando a vaga de Caíque. O meia Carlos Alberto, com uma tendinite no joelho direito, segue em tratamento no departamento médico, vetado mais uma vez.
Pelo lado do Avaí, existe a clara preocupação em não se repetir os erros cometidos no empate diante do Cruzeiro, quando os catarinenses abriram 2 a 0 e acabaram permitindo o empate.
“Nós cometemos alguns erros contra o Cruzeiro que foram fatais e que não podem ser repetidos contra o Vasco, pois senão vamos perder pontos importantes dentro de casa, o que nunca é bom no Campeonato Brasileiro no sistema de pontos corridos. Temos condições de conquistar um triunfo, mas será preciso mantermos a concentração ao longo dos 90 minutos”, disse o técnico Péricles Chamusca.
Já os jogadores, além de se manterem concentrados, acreditam que a presença da torcida pode ser outra arma poderosa na luta pelos três pontos.
“Nós somos mais fortes na Ressacada quando contamos com o apoio de nossos torcedores, gritando e incentivando ao longo dos 90 minutos. Tenho certeza de que será assim contra o Vasco, pois o nosso time vem fazendo por merecer esse apoio. Acreditamos que a vitória neste domingo será mais tranquila de ser conquistada se tivermos o torcedor ao nosso lado”, afirmou o volante Rudnei.
Sobre a formação que vai a campo neste domingo, o lateral-esquerdo Uendel, vetado contra o Cruzeiro por conta de dores musculares na coxa direita, reaparece na vaga de Pará, que agora é desfalque por conta de uma entorse no tornozelo esquerdo. O goleiro Zé Carlos, expulso contra a Raposa, cumpre suspensão e cede seu espaço para Renan.
O zagueiro Emerson Nunes, que sofreu uma pancada na cabeça contra os cruzeirenses, chegando inclusive a perder a consciência e esquecer lances do confronto com os mineiros, foi avaliado pelo departamento médico e foi liberado para reforçar o Avaí.
FICHA TÉCNICA
AVAÍ-SC x VASCO-RJ
Local: Ressacada, em Florianópolis (SC)
Data: 23 de maio de 2010 (Domingo)
Horário: 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP)
Assistentes: Emerson de Carvalho (Fifa-SP) e Dante Júnior (SP)
AVAÍ: Renan, Rafael, Emerson Nunes e Emerson; Patric, Marcinho Guerreiro, Rudnei, Caio e Uendel; Davi e Roberto
Técnico: Péricles Chamusca
VASCO: Fernando Prass, Jumar, Thiago Martinelli, Dedé e Ramon; Nilton, Léo Gago, Souza e Philippe Coutinho; Rafael Coelho e Elton
Técnico: Celso Roth