Menu
Futebol

Túlio não marca o gol 900, e Ceilandense consegue o título nos acréscimos

Arquivo Geral

17/10/2009 0h00

“Fizeram a festa, mas esqueceram de chamar o Ceilandense. Agora, nós é que vamos beber o chopp da vitória”. Palavras do técnico Gérson Vieira, resumindo bem a sensação dos novos campeões da Segundona Candanga. Emoção que foi ainda maior pelo gol do título ter saído aos 47 do segundo tempo, numa cobrança de falta. Do lado do Botafogo, fica a tristeza da derrota e por Túlio não ter conseguido o gol 900.


Uma marca que o artilheiro tinha certeza de que quebraria na tarde deste sábado, e quase conseguiu logo cedo, no primeiro minuto, num chute próximo a pequena área. A bola foi devagar em direção à linha de fundo, adiando a alegria da torcida alvinegra. Alcione também teve sua chance aos 4. A expectativa não era para com ele, mas qualquer tento seria bem-vindo na luta pelo título.


Mas não demorou para o jogo ganhar a tensão digna de uma final. O Ceilandense tratou de equilibrar a partida no domínio de posse de bola, embora não atacasse com a mesma objetividade do Botafogo. A tensão ficou obvia no momento do cartão amarelo recebido por Túlio. Uma cena incomum nos jogos do atacante veterano.


Eis que aos 39 minutos, Iron bate falta rápida, pegando a zaga alvinegra desprevenida. Geraldo faz linda jogada individual driblando três marcadores e finaliza com um chute forte, sem chances para o goleiro Donizeti. Léo Guerreiro aos 41, e Túlio aos 45 tentaram uma última pressão até o fim da primeira etapa, mas não tiveram sucesso.


Tiveram que prorrogar a pressão para depois da volta dos vestiários. Outra vez no primeiro minuto, o Botafogo teve outra chance de marcar, mas Veloso defendeu o remate no cantinho de Léo Guerreiro. Aos 4, Lucas Souza quase acerta o ângulo, mas Veloso faz outra grande defesa. O goleiro do Ceilandense estava inspirado.


No entanto, ele não conseguiu impedir o gol tão esperado da tarde. Após cruzamento da direita, Léo Guerreiro não alcançou, e Túlio Maravilha cabeceou para as redes. Todos já se preparavam para a festa, até que o auxiliar anulou a jogada, marcando impedimento do camisa 900 do Botafogo. Reclamação geral dos alvinegros, enquanto a torcida do Ceilandense aproveitou para provocar nas arquibancadas.


Só que os rubro-negros também tiveram seu momento de bronca, dois minutos depois. Edicarlos foi expulso após carrinho em Klein. O artilheiro da segundona saiu revoltado. “Não fiz nada, só tentei roubar a bola por ali. Foi sacanagem”, esbravejava o atacante. Fato é que o time de Gerson Vieira precisou recuar para segurar a vantagem que lhe daria o caneco.


Parecia que iriam conseguir, afinal a vantagem numérica em campo foi anulada com a expulsão de Glauco aos 43. Contudo, aos 45, Alcione marca de cabeça. Não era o 900, mas já dava o título a filial do alvinegro carioca no DF. Uma alegria que não durou muito. O Ceilandense acreditou, foi para cima e obteve a recompensa aos 47, com Iron numa cobrança de falta.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado