Antes da estréia na Copa do Mundo contra a Suécia, a expectativa era de que a seleção de Trinidad e Tobago fosse ser uma das mais fracas do torneio, o verdadeiro “saco de pancadas” do Grupo B, o qual fez parte.
Os maus resultados na fase de preparação contribuíram para este sentimento. Os trinitinos perderam três amistosos contra seleções nacionais e venceram apenas dois jogos contra times amadores. Com isso, o técnico dos caribenhos, o holandês Leo Beenhakker, deu a orientação a seus comandados que se divertissem jogando a Copa, sem se preocupar com o resultado.
O empate sem gols contra os suecos na estréia do Mundial causou grande espanto. Ninguém esperava que Trinidad e Tobago pudesse conseguir esse resultado contra uma seleção de tanta tradição como a Suécia. Mesmo despreocupados, a imprensa local festejou o resultado como se fosse a final do Mundial. Assim o sonho da classificação trinitina tomou forma.
Para enfrentar a Inglaterra, os Soca Warriors entraram mais confiantes e surpreenderam novamente. Mesmo com a derrota, os jogadores de Trinidad e Tobago seguraram os ingleses até quando conseguiram e sofreram dois gols apenas no final da partida. A torcida presente ao estádio em Nuremberg ensaiou até o grito de “olé”.
Com um ponto ganho em dois jogos, os trinitinos chegaram à última partida contra o Paraguai ainda com chances de avançar às oitavas-de-final. Bastava que eles vencessem e, ao mesmo tempo, que a Suécia perdesse para a Inglaterra. Nenhum dos resultados aconteceu. Suecos e ingleses empataram por 2 x 2. Além disso, os caribenhos não fizeram sua parte, perdendo para os paraguaios por 2 x 0.
Trinidad e Tobago encerrou sua primeira participação em Copas do Mundo sem ao menos marcar um gol. Porém, deixaram uma boa impressão sobre o seu futebol, uma vez que chegaram ao último jogo ainda com chances de avançar no torneio e ainda conseguiram um empate contra uma importante seleção no cenário mundial.
O país de menor território entre todos os participantes do Mundial da Alemanha não se apequenou diante dos gigantes. Lutou de igual para igual, sem medo. Fica agora a experiência para as próximas edições. Não se sabe se os trinitinos terão condições de conseguir a vaga para a Copa da África do Sul, em 2010. Mas com certeza, o exemplo de bravura que estes “guerreiros” deram na Alemanha estará na memória de muitos por muito tempo.