Ainda sonhando com a classificação para as oitavas-de-final da Copa do Mundo, Trinidad e Tobago enfrenta o Paraguai nesta terça-feira, às 16 horas, no Fritz-Walter-Stadion, em Kaiserslautern, pela última rodada do Grupo B da competição. O objetivo dos Soca Warriors é, ao menos, marcar um gol neste Mundial.
O time do Caribe soma um ponto, três a menos que a Suécia, que enfrentará no mesmo horário a já classificada Inglaterra, que possui 100% de aproveitamento. Para ficar com a vaga, Trinidad precisa vencer por dois gols de diferença e torcer por uma derrota sueca. Sem ter pontuado, os paraguaios já estão eliminados.
Leo Beenhakker, holandês técnico de Trinidad e Tobago, acredita que o mais importante para os seus comandados é se concentrar na partida contra o Paraguai, se esquecendo completamente de Suécia e Inglaterra. “Sabemos o que precisamos fazer. A primeira coisa é bater o Paraguai e faremos o possível para isso. Teremos que ver se a Inglaterra fará sua parte e baterá a Suécia. Não temos isto em nossas mãos, mas vamos tentar com o que temos”, disse Beenhakker.
O zagueiro Cyd Gray será o grande desfalque da seleção trinitina. Ele está com uma lesão nos joelhos, sofrida na derrota de 2 a 0 para a Inglaterra. O mais cotado para assumir seu lugar é Atiba Charles. No gol, uma dúvida de ordem técnica. Kelvin Jack e Hislop disputam posição, com vantagem para o antigo reserva, considerado por muitos um dos destaques deste Mundial.
Pelo lado do Paraguai, o técnico Aníbal Ruiz não tem problemas para escalar a equipe. A seleção vive um drama fora das quatro linhas. Muitas são as críticas da imprensa e de ex-jogadores, como o ex-goleiro Chilavert. A Copa marca a despedida de alguns veteranos com a camisa paraguaia, como o zagueiro Gamarra e o meia Acuña, que temem ficar marcados pelos insucessos na Alemanha.
“Mais do que nunca vamos ter que ganhar este jogo contra Trinidad e Tobago para não acabarmos em uma situação muito delicada. Seria muito ruim para nós, os jogadores, principalmente como eu, que pretende encerrar um ciclo na seleção. Além disso, seria combustível para aqueles que vivem de criticar o esforço e o trabalho dos outros”, disse Gamarra, num claro recado a Chilavert, com quem trocou farpas com a imprensa após a derrota de 1 a 0 para a Suécia, que sacramentou a eliminação.
Certo, porém, é que o Paraguai faz a pior campanha de sua história até aqui. Desde 1954 que o time não era eliminado na primeira fase de um Mundial.