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Futebol

Tricolor desembarca com provocação a Denis e aplausos para Ganso

Arquivo Geral

22/04/2016 20h20

Após empatar por 1 a 1 com o Strongest e conquistar a classificação às oitavas de final da Copa Libertadores, o São Paulo retornou da Bolívia e desembarcou no fim da tarde dessa sexta-feira no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. Cerca de 30 torcedores se aglomeraram no saguão para tirar fotos e pedir autógrafos aos jogadores. Entre os atletas mais festejados estavam o zagueiro Maicon, que jogou de goleiro após a expulsão de Denis, e o meia Paulo Henrique Ganso. O camisa 10 iniciou a partida no banco de reservas, mas recebeu uma salva de palmas logo que apareceu no local.

Quem não contou com o apoio dos torcedores foi Denis. Além de receber o cartão vermelho no final da partida, o arqueiro falhou no lance que resultou no gol do Strongest. “O que está acontecendo, hein?”, indagou um torcedor, que não obteve uma resposta do goleiro. Outros são-paulinos gritaram para que Maicon jogasse de goleiro na partida da próxima quinta-feira, contra o Toluca-MEX, pelas oitavas de final da Libertadores.

O artilheiro Calleri, expulso após se envolver numa confusão após o término do jogo, ganhou folga do clube e seguiu para a Argentina. O reserva Centurión trilhou o mesmo caminho e não retornou com a equipe para o Brasil.

À imprensa, os jogadores demonstraram alívio por terem avançado à próxima fase do torneio. “A equipe volta diferente. Muitos não acreditavam na classificação. Foi difícil. O time sabia que dificultou um pouco as coisas. Mas sempre acreditamos. Decidir uma classificação na altitude, contra uma boa equipe, não é nada fácil. Mas conseguimos. É por isso que a equipe volta confiante e bastante feliz”, disse o meia Michel Bastos.

Maicon, alçado a herói pelos torcedores, procurou rejeitar o rótulo e exaltou o trabalho conjunto do São Paulo nos 3.600 metros de altitude de La Paz. “Todo mundo batalhou e se entregou na altitude. Todos foram heróis. Eu procuro trabalhar e fazer o meu papel. Dou o meu máximo, todos veem a minha entrega no dia a dia. Faço tudo que puder pela equipe e sem reclamar”, afirmou o defensor.

Tema frequente nas entrevistas dos atletas, a expulsão de Calleri voltou a causar revolta na delegação são-paulina. A diretoria tentará recorrer à Conmebol para ter acesso à súmula da partida e anular o cartão vermelho aplicado ao argentino. “O Calleri não fez nada e nem falou nada. Nas imagens está bem claro. Ele sofreu uma agressão e foi expulso injustamente. O próprio jogador que bateu nele não levou o vermelho. O São Paulo é tricampeão mundial e tem que ficar esperto, porque os árbitros estarão voltados para a gente”, afirmou Maicon, que estava próximo ao atacante no início da confusão.

“Foi um ato injusto diante dos fatos praticados pelo Calleri. Temos essa convicção e vamos levá-la nesse sentido. No seu tempo, haverá uma iniciativa formal. O São Paulo tomará a iniciativa que entende ser eficaz e levará a reclamação sobre algo que não vê justiça”, afirmou o diretor executivo Gustavo Vieira de Oliveira.

Para Michel Bastos, a briga no final da partida “demonstra o desrespeito que o Strongest teve desde o primeiro jogo”. “Sempre respeitamos o time deles. Eles venceram a primeira partida e saíram daqui provocando. E antes do último jogo disseram que o Calleri não jogaria com o Boca. No final, eles vão ficar nos assistindo, porque a gente continua. Batalhamos e lutamos. O Calleri só entrou em campo para comemorar e foi agredido. O Centurión também foi agredido, eu levei um chute. Se tiver a chance, o São Paulo tem que correr atrás e ver isso, porque é difícil perder um jogador importante por algo que ele não cometeu”, concluiu.

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