Enquanto Geninho e os diretores da torcida organizada selavam um tratado de paz para buscar a primeira vitória em sete jogos, os torcedores comuns e alguns membros da Gaviões da Fiel xingavam os jogadores na saída do estacionamento.
Carlitos Tevez foi o único poupado. Rafael Moura se negou a dar autógrafos e apontou para o relógio para justificar sua ausência. Não foi perdoado: “vai embora, She-Ra”, gritou um torcedor, fazendo referência à versão feminina do desenho animado He-Man, apelido do Camisa 17 corintiano.
O meia Roger foi um dos principais alvos dos torcedores. “Você é um inútil, Roger. Foi na manicure hoje?”, gritaram. Sobrou até para Bruno Octávio e Betão. O primeiro recebeu a sugestão dos torcedores de “voltar para o Aramaçã (clube de Santo André)”. Já o zagueiro teve de ouvir que só está no Corinthians “porque seu pai é influente no clube”.
O técnico Geninho acha que este tipo de agressão verbal não acontecerá mais nas próximas semanas. “Isso pode ter acontecido durante a reunião. Não acontecerá depois do que conversamos. Agora é hora de apoio. O time já está pressionado naturalmente, portanto essas ofensas não colaboram muito”, opinou o treinador.
A direção da torcida organizada confirmou a versão do técnico. “Não viemos aqui radicalizar. Passamos nossa avaliação para o treinador, mas, no momento, estamos com o time. Sabemos que os jogadores precisam de confiança”, afirmou Wildner Rocha, o Pulguinha, vice-presidente da Gaviões da Fiel.