Enquanto o Campeonato Brasileiro não recomeça e a Copa do Mundo monopoliza a atenção dos amantes do futebol, profissionais da bola que não estão envolvidos diretamente na disputa pelo título dividem seu tempo entre as tarefas do dia-a-dia e a carreira meteórica de comentarista.
Presença constante em uma emissora de televisão, o técnico Tite, do Palmeiras, é um desses profissionais que acompanha a Copa da Alemanha com atenção. Na Academia de Futebol, o gaúcho conversou com a imprensa e fez uma rápida análise do que observou até o momento no Mundial. E admitiu estar decepcionado com o nível técnico mostrado por algumas favoritas ao título.
"O nível está abaixo da minha expectativa e as principais seleções, com exceção da Argentina e da Espanha não me agradaram", afirmou o gaúcho. "Itália, Brasil, França, Holanda e Inglaterra ainda estão devendo, e a Alemanha tem jogado no estilo que já está acostumada. Acredito que o nível vá crescer", completou.
Pressionado para falar sobre a seleção brasileira, Tite relutou em responder para não ferir a ética dos treinadores, mas deixou transparecer que, assim como a grande maioria do povo brasileiro deseja, faria mudanças no time titular. "Tenho minha opinião pessoal, e acho que as coisas acontecerão naturalmente, com critério", sintetizou.
Depois de elogiar bastante a capacidade de Carlos Alberto Parreira e também de Felipão, técnico de Portugal, o gaúcho deixou nas mãos de Parreira a responsabilidade de melhorar o nível técnico da equipe canarinho. "O Brasil tem dois dos maiores técnicos do mundo na Copa, o Parreira e o Felipão. O Parreira tem critérios para conduzir a situação e, se houver necessidade de mudança, ele modificará o time", finalizou.