Presidente do Palmeiras até 21 de janeiro, data das eleições no Alviverde, Arnaldo Tirone já não conta com respaldo nem mesmo de seus principais aliados. Neste domingo (13), o dirigente afirmou que apenas Roberto Frizzo (vice-presidente de futebol) continua trabalhando pelo clube alviverde, enquanto os outros vice-presidentes, Edvaldo Frasson Teixeira, Mário Giannini e Walter José Munhoz, estariam ausentes nos últimos dias.
“Só o Frizzo está comigo. Cada um dos outro vices têm seus problemas particulares e se afastaram. Quando ganhamos a Copa do Brasil, me abraçaram e me agradeceram pelos ‘momentos felizes’. Com o rebaixamento, eu sabia que só iria tomar porrada”, desabafou em entrevista ao programa Mesa Redonda, da TV Gazeta.
Após comandar o Palmeiras nos últimos dois anos, Tirone certamente deixará o cargo no próximo dia 21, pois já anunciou que não tentará reeleição. Décio Perin e Paulo Nobre oficializaram candidatura na última semana e competem para ser mandatário do clube alviverde até 2014, ano em que modelo e data de eleição será alterado na agremiação paulista.
“Os dois candidatos, na teoria, têm condições de fazer bons trabalhos. Acho que deveríamos criar um departamento de psiquiatria no Palmeiras, porque é cada um falando uma coisa. Tirone tem bom relacionamento com todos. Eles precisam entender que o coração tem que ficar em casa”, disse Arnaldo.
Uma das principais críticas dos torcedores em relação às eleições desta temporada foi causada pela data. A votação será realizada no próximo dia 21 de janeiro, um dia após a estreia do Palmeiras no Campeonato Paulista. Entretanto, o atual mandatário alviverde garantiu que isso não ocorrerá em 2014.
“Seria impossível antecipar as eleições, porque precisaria de uma reforma estatutária. Em 2014, as eleições serão diretas e em outubro”, encerrou.