O presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, admitiu que colabora na logística de viagens da principal torcida uniformizada do clube. Em participação ao programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, o mandatário negou que o Verdão ajude financeiramente a Mancha Alviverde, mas reconheceu os contatos em jogos longe de casa.
“Quando o time vai jogar fora, a torcida aluga 15 ônibus, e nós os recebemos lá com segurança. Eles chegam e, a alguns quilômetros da cidade, são revistados e entregamos os ingressos, para entrarem direto no estádio”, afirmou.
O mandatário alega que o processo é feito em conjunto com a Polícia Militar, que fica responsável por vistoriar os ônibus. Segundo o dirigente, o Palmeiras participa porque tem contato com as autoridades de cada Estado.
Tirone lamentou a morte de dois integrantes da uniformizada em briga com a Gaviões da Fiel e demonstrou preocupação em acabar com as confusões. Para o presidente, não é possível classificar todos os integrantes da Mancha como violentos.
“A torcida que se envolveu neste episódio lamentável é fiel e segue nosso time. O que sou contra é a violência. São mais de 30 mil torcedores (na Mancha), não são todos violentos e briguentos. É preciso analisar onde está o foco do descontrole”, acrescentou.
O dirigente ainda revelou que já conversou com as lideranças das organizadas palmeirenses. “Tenho contato com todos os presidentes de torcida. Quando me procuram, sou obrigado a atender, porque são torcedores do clube. A agressividade não vai contribuir ao futebol”.
Tirone também explicou que se esforça para atender aos anseios dos torcedores, mas avisa que os únicos pedidos são por reforços. “Eles cobraram muito as contratações. O presidente da Mancha foi falar comigo e estamos tentando atender da maneira do possível”, declarou.