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Futebol

Teixeira pede apoio à Copa no Brasil, mas reconhece problemas

Arquivo Geral

11/11/2006 0h00

Apesar da possibilidade de dividir com a Copa do Mundo com a Argentina ou de ter que enfrentar a concorrência de Chile e Canadá, o Brasil deve mesmo receber o evento máximo do futebol mundial em 2014. Quem garante é o próprio presidente da CBF Ricardo Teixeira, que mostrou neste sábado que não quer nem ouvir falar de concorrência.

“A Fifa nunca disse que existe outros países concorrentes com o Brasil. Alguns jornais dizem, como boato, que isso existe”, disse Teixeira em entrevista coletiva no Rio de Janeiro. Mesmo otimista, o dirigente admite que os estádios locais não são ainda os palcos ideais para receber os maiores craques do mundo.

”Hoje, não haveria Copa do Mundo no Maracanã”, disse. “Temos problemas mais sérios, como o do Morumbi, que também não poderia realizar uma Copa hoje. Ele fica em uma área muito valorizada e, se fosse necessária fazer alguma desapropriação para alguma obra, os valores seriam absurdamente caros”, completou.

Mesmo com tantos problemas, Teixeira lamenta que haja uma torcida contrária à Copa do Mundo em solo nacional em 2014. Segundo ele, o que está acontecendo transformou-se em uma grande questão pessoal, onde há quem queira o torneio em outro país por simplesmente não gostar de sua pessoa.

“As pessoas conseguem suplantar suas idiossincrasias pessoais em detrimento do país. Os caras torcem contra o Brasil só por torcer contra o presidente da CBF”, argumentou.

Por fim, Ricardo Teixeira ainda elogiou a criação de um grupo por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, responsável pela formação de um plano para hospedar a Copa do Mundo. Segundo ele, a iniciativa seria um grande passo para a competição no Brasil.

“Essa é a primeira vez na história dos Mundiais que um pré-candidato já tem uma medida definida pelo governo com relação a uma eventual postulação à Copa, antes mesmo de ser aberta a inscrição”, lembrou. “Formada a comissão, nós passamos a bola para a Fifa, que tem que abrir as inscrições. Do nosso lado, não nos resta nada a não ser aguardar”, completou.

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