Marcelo Teixeira não é mais o presidente do Santos. Porém, continua tendo relação estreita com os destinos do clube. O ex-dirigente, que teve as suas contas reprovadas pelo Conselho Deliberativo do Peixe na semana passada, renovou a sua condição de avalista das dívidas bancárias do Alvinegro Praiano, além do empréstimo feito pela Universidade Santa Cecília, de propriedade de sua família, feito ao time da Vila Belmiro.
“Obviamente nós queremos o bem do Santos. Por isso, temos mantido um diálogo permanente com a atual administração, pois desejamos o bem do clube. Nós conversamos com o pessoal das finanças (santistas) e estamos dando nosso apoio à atual diretoria, pois existem pessoas sérias conduzindo isso da forma mais importante. Sendo assim, permanecemos como avalistas”, disse Teixeira, confirmando a informação, em entrevista à Rádio Cultura.
Segundo o antigo mandatário, esta acabou sendo uma exigência também dos próprios bancos com os quais o Santos contraiu dívidas nos últimos anos. “Houve, de certa forma, uma imposição dos próprios bancos nesse sentido. Até porque ainda não há relação deles com os atuais dirigentes. Mas quando houver esse tipo de ligação entre eles, poderá ser diferente”, comentou.
Indagado sobre a reprovação de suas contas, na semana passada, Marcelo Teixeira contou que já protocolou a sua defesa junto ao presidente da diretoria executiva, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, e ao presidente do Conselho, André de Fazio, apresentando a documentação, questionando o relatório da Comissão Fiscal em relação ao balanço patrimonial do Peixe referente ao ano passado.
“Pela primeira vez eu tive o direito de defesa. Eu pude colher os dados, separar a documentação necessária. Prestamos todos os esclarecimentos, sobre todos os assuntos, detalhe por detalhe. Desta forma, creio que eles (responsáveis da Comissão Fiscal) terão plenas condições de recomendarem a aprovação das contas de 2009, seguindo o parecer da auditoria independente”, destacou Teixeira, lembrando que a documentação será entregue pela atual diretoria executiva a Comissão Fiscal, que irá analisar e dar novo parecer sobre o caso até o dia 5 de abril.
O Conselho Deliberativo analisará o novo parecer em reunião que deve ser agendada para 12 de abril. Caso as contas sejam reprovadas novamente, o relatório será encaminhado para a Comissão de Inquérito e Sindicância, que poderá investigar a atuação do ex-presidente. Teixeira poderá, então, responder judicialmente por seus atos administrativos.