Em busca da primeira vitória, Togo e Suíça se enfrentam nesta segunda-feira, às 10h (de Brasília), no Westfalenstadion, em Dortmund, pela segunda rodada do Grupo G com objetivos distintos. Enquanto os togoleses tentam superar os problemas extra-campo e a derrota para a Coréia do Sul na estréia, os suíços consideram a partida fundamental para as pretensões de chegar à segunda fase, já que ficaram no empate sem gols com a França no primeiro jogo.
Além disso, os jogadores togoleses iniciaram uma greve neste domingo e ameaçam não comparecer ao jogo em Dortmund, configurando o que seria o segundo W.O. da história da competição. Antes, em 1938, a Áustria não enfrentou a Suécia nas oitavas-de-final da Copa do Mundo da França porque politicamente estava anexada à Alemanha de Hitler.
A rebelião dos atletas africanos tem como principal motivo as intermináveis discussões sobre o pagamento da premiação pela participação inédita no Mundial. O impasse causou, inclusive, o abandono do técnico alemão Otto Pfister dois dias antes do jogo com os sul-coreanos. Convencido pelo elenco, porém, Pfister retornou ao cargo a tempo de dirigir Togo na estréia.
Nem por isso a relação entre os dirigentes e o treinador melhorou. Depois da derrota, os cartolas se mostraram insatisfeitos com Otto Pfister e o ameaçaram de demissão. Além disso, o alemão foi acusado pelo secretário-geral da Federação Togolesa de ser alcoólatra. Mesmo assim, o treinador ainda segue à frente do plantel.
“Agora é a hora de esquecermos tudo o que aconteceu até aqui, pois temos time para conseguirmos surpreender o mundo. Se ganharmos da Suíça vamos seguir no páreo pela classificação e é isso que importa”, disse o principal astro da equipe, o atacante Adebayor, tentando afastar os problemas para fora dos gramados.
Dentro de campo, aliás, a situação também não é das melhores, já que o time terá desfalques na defesa. Abalo foi expulso contra a Coréia do Sul e terá que cumprir suspensão. Assemoassa sofreu uma lesão muscular e acabou cortado. Com isso, Assimiou Toure e Richmond Forsson entram no setor.
Já pelo lado da Suíça, o clima é de muita confiança. O técnico Jakob Kuhn disse que sua equipe poderia ter vencido a França e que isso mostra que eles têm boas chances de ganhar os últimos dois jogos do torneio. Com isso, a vitória sobre Togo nesta segunda-feira passa a ser fundamental e, caso aconteça, o treinador considera que a classificação às oitavas-de-final estará praticamente assegurada.
O otimismo dele se baseia também num certo retrospecto. “Temos um histórico de não perder para times que estão colocados abaixo da nossa colocação no ranking da Fifa e essa é a situação da partida desta segunda-feira. Portanto, o clima entre todos nós é de muita confiança. Temos a certeza da classificação”, afirmou Jakob Kuhn, lembrando que a Suíça é a 35ª colocada no ranking, enquanto os togoleses aparecem no 61º lugar.
Mesmo assim, Kuhn não coloca o time europeu como favorito na partida. “Eles só levaram gols da Coréia quando estavam com um homem a menos, e mesmo assim tiveram chances de empatar. Eu não sei quem está nos colocando como favorito, mas quem acha que Togo é um time fraco está completamente enganado”, declarou.
Para este jogo, Jakob Kuhn ainda não poderá contar com o zagueiro Valon Behrami, que se recupera de uma lesão muscular na coxa direita. Com isso, o comandante deve repetir a formação da estréia, inclusive com a presença de Ludovic Magnin, já recuperado de lesão na virilha.