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Futebol

Suíça não toma nenhum gol, mas é eliminada nos pênaltis pela Ucrânia

Arquivo Geral

26/06/2006 0h00

O duelo entre a estreante Ucrânia e a invicta Suíça não foi o mais tradicional entre os jogos das oitavas-de-final e muito menos o mais emocionante. O jogo começou morno, melhorou com uma bola na trave de cada lado e, literalmente, morreu, levando angústia e sono ao público por intermináveis 120 minutos sem gols. A decisão, então, ficou para a loteria dos pênaltis. Neste quesito, os ucranianos foram menos piores e acabaram levando a vaga para as quartas-de-final: 3 a 0.

Com o resultado, garantiram o direito de enfrentar a Itália, sexta-feira, às 16h (de Brasília), em Hamburgo. Aos suíços, resta o "consolo" de ser a única seleção na história das Copas do Mundo a ser eliminada sem levar um único gol na competição. A “iniciativa” do jogo ficou por conta da Suíça. Bem postada na defesa, ainda sem ser vazada na competição, a equipe vermelha tocou a bola com consciência e apostou no talento de seu melhor jogador para chegar próxima ao gol ucraniano. Desta forma, acertou o travessão aos 23, com Frei em cobrança de falta.

Bem marcados, Shevchenko e companhia encontraram muitas dificuldades para achar espaços na zaga suíça, mas não ficaram em desvantagem nas bolas na trave, já que Shevchenko, de cabeça, carimbou o poste de Zuberbuehler depois de cobrança de falta milimétrica de Kalinichenko, no principal lance da equipe do Leste Europeu nos primeiros 45 minutos de jogo.

A Ucrânia ameaçou melhorar na etapa final com seu camisa dez, Voronin, criando duas boas chances nos primeiros seis minutos, mas ficou nisso. A Suíça, por sua vez, parou e obrigou o técnico Jacoc Kuhn a substituir o cansado Yakin por um atleta “da casa”, Streller, do Colônia. A troca não surtiu o efeito esperado e o jogo seguiu em ritmo morno, arrancando vaias de ambas as torcidas até o término do tempo regulamentar.

Na prorrogação, a Ucrânia procurou um novo gás com a entrada de Rebrov no lugar de Vorobey, mas foram os suíços, mais inteiros fisicamente, quem deram as cartas e chegaram mais perto do gol, mesmo de forma desordenada. A Ucrânia, por sua vez, não assustou Zuberbuehler uma única vez nos primeiros 15 minutos do tempo extra. A etapa final da prorrogação foi ainda mais sonolenta do que os primeiros 105 minutos do jogo.

Sobrou marcação, mas faltou futebol. Os dois times se arrastaram em campo até o apito final, e decidiram esperar pelos pênaltis para definir quem enfrentaria a Itália na fase seguinte.

Loteria
Pela primeira vez no Mundial 2006, uma partida foi decidida através de cobranças de penalidades máximas. Para não fugir ao marasmo do jogo, a disputa começou a zero por hora. Shevchenko, pela Ucrânia, e Streller, pela Suíça, jogaram a bola nas mãos dos goleiros. Milevskiy, finalmente, balançou as redes e colocou a Ucrânia em vantagem, pedindo silêncio à torcida na comemoração. Em sua segunda cobrança, Barnetta não foi nada "tranqüilo" e carimbou o travessão ucraniano. A Ucrânia pegou gosto e abriu 2 a 0 com Rebrov. Cabanas perdeu a terceira cobrança suíça e viu Gusev, com categoria, vencer seu goleiro mais uma vez, fazer 3 a 0 e eliminar a Suíça do Mundial sem levar um único gol com bola rolando.

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