Contratado junto ao modesto Socheaux, da França, Miranda, revelado pelo Coritiba, chegou ao Morumbi com a difícil missão de fazer a torcida são-paulina esquecer um de seus maiores ídolos na conquista do tricampeonato mundial: Lugano, negociado com o futebol turco e apelidado de “Deus” pela massa tricolor.
Com raça e simplicidade, Miranda assumiu a camisa cinco e não deixou a torcida sentir saudades, transformando-se em um dos pilares da sólida defesa tricolor e em um dos grandes nomes da conquista do tetracampeonato nacional.
Único jogador a conceder entrevista coletiva na sala de imprensa do São Paulo depois da festa do título, Miranda comemorou sua chegada ao estrelato e avisou que um dos segredos de seu sucesso foi não se preocupar em substituir Lugano.
“Se o São Paulo foi me buscar é porque sabia que eu tinha condições. Não quis fazer a torcida esquecer o Lugano, e sim que ela reconhecesse o meu trabalho. Procurei não falar muito e jogar bola, que era a melhor forma de mostrar o meu valor. Graças a Deus consegui ajudar o São Paulo a conquistar esse titulo”, comemorou.
Questionado sobre a facilidade que encontrou para se adaptar à grandeza de um clube tricampeão do mundo, Miranda dividiu os méritos com o grupo tetracampeão brasileiro. “Quando você entra em uma equipe como o São Paulo, o grupo te ajuda na adaptação. Assimilei muito bem o que é o São Paulo e pude dar minha parcela de contribuição”, concluiu.