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Futebol

Sonho de cá, sonho de lá

Arquivo Geral

14/06/2013 11h00

Vestir a amarelinha é o sonho de todo brasileiro e o ápice de suas carreiras. Como em qualquer outra profissão, nem todos têm a sorte de estar na elite, muitos sequer sonham com esta possibilidade. Para dois jovens brasilienses, a passagem da seleção brasileira pela cidade virou um conto de fadas.

 

Igor Rafael e Matheus Brasília são atacantes do Capital, que disputou a Primeira Divisão do Candangão. O time não chegou longe no torneio local e encerrou as atividades profissionais em abril. Assim, os jogadores mal acreditaram quando souberam que iriam ajudar o escrete canarinho na preparação para enfrentar o Japão, amanhã, na estreia na Copa das Confederações.

 

“Ontem à tarde me ligaram perguntando se eu queria treinar com a seleção. Nem acreditei muito, achava que algo ia dar errado na última hora. Achei que era trote”, contou Igor, estampando um sorriso de orelha a orelha ao ser cercado por jornalistas de todo o mundo para saber quem era aquele então desconhecido.

 

Nos bancos escolares

A experiência única vivida no Centro de Capacitação (Cecap) do Corpo de Bombeiros durou cerca de 25 minutos para Igor Rafael. Neste tempo, ele jogou na equipe reserva, tentando abrir espaços para Hulk, Bernard e o companheiro Matheus. Uma função típica de jogador. Mas o avante não atua apenas com a bola nos pés. 

 

É com as mãos que ele pretende dar uma alternativa, caso não dê certo como atleta. Neste ano, Igor começou o curso de fisioterapia em uma faculdade particular na Asa Sul. O curso superior, entretanto, é visto como plano B.

 

Se for para escolher entre a bola e tratar lesões, Igor Rafael não titubeou ao responder qual opção prevaleceria. “Com certeza é o futebol. Eu jogo desde os 10 anos”, conta o jogador, que já passou pelas bases de Olaria-RJ, Grêmio e Criciúma. 

 

Há tanto tempo no meio, o atleta nascido em Samambaia mantém acesa a chama da esperança de vingar como jogador de futebol. Ele sabe as dificuldades, mas usa a chance de treinar com a seleção para manter a motivação. “O futebol dá a volta muito fácil. Estava jogando a Primeira Divisão de Brasília e de repente vim treinar com a seleção”, diz, confiante no sucesso. 

 

Saiba mais

O atacante Fred passou por exames na noite de terça-feira em um hospital da cidade para avaliar a cicatrização de uma fratura incompleta nas costelas.

 

A CBF alega que os testes são de rotina e o camisa 9 não preocupa para a partida diante do Japão.

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