
O torcedor santista se acostumou a ver seu time vitorioso em Campeonatos Paulistas. O domínio é amplo. São sete títulos nos últimos onze anos. No domingo, o sétimo bicampeonato veio em cima do Audax, de novo na Vila Belmiro. Mas, é cada vez mais forte o desejo de jogadores, torcida e diretoria pelo título do Campeonato Brasileiro, que já começa neste fim de semana. Ricardo Oliveira, capitão da equipe, foi incisivo quando questionado se o Peixe terá condições de lutar no topo da tabela nesta temporada.
“Se eu falar para você que não dá para falar que é possível, eu não sou merecedor de vestir essa camisa. Não sou merecedor. A gente está falando do Santos. Agora, é claro, Campeonato Brasileiro é muito difícil, a gente sabe”, disse o centroavante, preocupado em não deixar o alvinegro repetir os erros de 2015, que acabaram frustrante o objetivo santista mais uma vez.
“Precisamos ser fortes dentro de casa e mostrar a mesma força fora. Não se ganha um Brasileiro só vencendo dentro de casa. Você precisa vencer fora também. É um momento, após a comemoração, de refletir e colocar novos desafios. É momento da gente brigar para ganhar esse campeonato”, enfatizou.
Ano passado, o Santos sofreu no primeiro turno logo após também ter conquistado o Estadual. E, apesar da reação na segunda metade, o time terminou a Brasileiro com apenas uma vitória fora de casa, o que acabou sendo crucial para o desprestigiado sétimo lugar na tabela de classificação justamente na edição que o clube quebrou um jejum de cinco anos sem figurar no G4.
“É um campeonato muito difícil. Já tem o Atlético-MG fora, depois tem o Coritiba em casa. A gente tem que fazer diferente dos outros anos. A gente tem que começar melhor para, quando chegar a reta final, termos um tropeço ou outro, mas, continuar lá em cima”, projetou Victor Ferraz.
O Peixe não vence o Campeonato Brasileiro desde 2004 e vem amargando campanhas modestas, com exceção a 2007, quando ficou com o vice. Há oitos anos o time da Baixada não termina o nacional acima do sétimo lugar. E, em 2016, para quebrar essa escrita, a aposta é novamente nas jovens promessas.
Esse ano, com os compromissos da Seleção Brasileira com a Copa América Centenária e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a tendência é que Dorival Júnior não conte com Ricardo Oliveira, Lucas Lima, Gabriel, Thiago Maia e Zeca em muitas rodadas. Além disso, é praticamente inevitável que alguns atletas sejam negociados na janela de transferências de julho.
“Eles estão prontos. Jogaram vários jogos esse campeonato (Paulista) sem a gente. Foram bem, fizeram gols, ajudaram o time a vencer. Nosso elenco é muito forte”, disse Ricardo Oliveira, passando confiança aos coadjuvantes da equipe que terão de assumir a responsabilidade.
“Se não tiver pronto é a hora de estar. É a hora que vai precisar. Estão treinando muito, esperando a oportunidade e a oportunidade vai estar ai. Tem que dar o melhor, chamar a responsabilidade, mostrar personalidade. Mas, os meninos estão preparados”, completou Victor Ferraz, também um dos líderes do elenco.