Pragmático e coerente para alguns, teimoso e cabeça-dura para outros. Alheio a essas opiniões, Parreira surpreendeu a todos no último jogo da primeira fase e promoveu uma verdadeira revolução na escalação da seleção brasileira contra o Japão. Portanto, quem apostava que o treinador só pouparia os titulares pendurados com um cartão amarelo se enganou redondamente.
Muitas foram as exceções abertas por Parreira. Até Rogério Ceni foi homenageado nos minutos finais e pôde fazer seu primeiro jogo de Copa do Mundo. Em 2002, para agradar toda a “Família Scolari”, o treinador de mesmo sobrenome utilizou 21 jogadores no Mundial, deixando de fora apenas os dois goleiros reservas (na época, Dida e Ceni).
Se ainda não pode ser considerada a “Família Parreira” e algumas estrelas ainda troquem farpas nos bastidores, a atual seleção brasileira mantém apenas quatro turistas: só Júlio César, Cris, Luisão e Mineiro seguem sem entrar em campo.
Depois de três jogos, o Brasil é um dos time que mais utilizou jogadores nesta Copa. Parreira deve levar o mistério até horas antes do jogo de Gana. A expectativa da torcida é que ele promova alguma mudança em relação ao time que iniciou a Copa como titular depois da bela atuação dos reservas.
Um dos turistas da seleção, o zagueiro Cris está quase se conformando com a possibilidade de não entrar em campo na Alemanha. Carlos Alberto Parreira preferiu manter a dupla titular durante os 90 minutos de partida contra o Japão e, na reta final da competição, as chances são ainda menores para mudanças no setor.
“Claro que eu gostaria de ter jogado ao menos uns minutos, mas o treinador é quem decide. Não dá para escalar todo mundo. O Juan e o Lúcio têm jogado bem e isso é o importante. A gente que está na reserva tem que estar preparado para caso surja uma oportunidade”, diz Cris.