Marcelo não possui passaporte comunitário e, portanto, poderá ser repassado ao time B do Real, o Real Madrid Castilla, até o final da temporada. “Vim para ajudar o Real Madrid e o que decidirem para mim eu vou fazer. Estou preparado para ir aonde o Real me mandar. Cheguei para trabalhar e estarei onde quiserem”, discursou.
Em sua apresentação, o lateral-esquerdo não cansou de agradecer a oportunidade dada pelo Real Madrid. Ele lembrou que, para ser galáctico, recusou propostas de outros grandes clubes, como o Sevilla. “Recebi o interesse deles e enviei uma carta agradecendo, mas sempre pensei no Real Madrid”, confessou.
O presidente do Real, Ramón Calderón, enfatizou que o interesse e a felicidade pela contratação eram recíprocos. “Ele está preparado para dar o salto para o futebol europeu. É uma jóia rara, pretendida por várias equipes por sua qualidade e juventude”, elogiou.
O jogador de 18 anos chega com a missão de substituir o veterano Roberto Carlos, que já recomendou que ele ficasse tranqüilo. Marcelo, por sua vez, preferiu não estender o assunto, dizendo que foi à Espanha apenas para “trabalhar”. Seu espelho pode ser Cicinho, outro lateral brasileiro que chegou ao Real Madrid e se ambientou rapidamente.
“Vim para fazer meu trabalho e a adaptação será decorrente disso”, disse Marcelo, novamente em tom político. Com contrato até 2012, o ex-jogador do Fluminense não tem pressa para se firmar no time principal do Real Madrid, mas observou que chegou ao clube em um “bom momento”.
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