A Costa Rica chegou à Copa do Mundo sonhando alto. A equipe da América Central foi à Alemanha sonhando com pelo menos a segunda vaga do Grupo A, já que a primeira só sairia das mãos dos donos da casa por um milagre. No entanto, ficou bem longe do objetivo: perdeu os três jogos e terminou a fase de grupos em uma vexatória última posição em sua chave.
Os amistosos antes da Copa já davam mostras que os Ticos não deveriam ter tanto sucesso em terras germânicas. Em cinco jogos, apenas uma vitória, contra a Coréia do Sul, em fevereiro. Os resultados foram minimizados pelo técnico da equipe, o brasileiro naturalizado Alexandre Guimarães, mas no Mundial ficou exposta toda a fragilidade costarriquenha.
Na estréia, eles até deram trabalho para a anfitriã Alemanha, mas acabaram perdendo por 4 x 2. A decepção, no entanto, veio mesmo contra o Equador: o time sul-americano venceu por 3 x 0, com autoridade, em um resultado que classificou os equatorianos (e os alemães, por tabela) e eliminou a Costa Rica.
Na despedida, mais um capítulo melancólico para os comandados de Guimarães. Derrota por 2 x 1 para a Polônia, de virada, e o encerramento da participação na Copa do Mundo sem ter conquistado um ponto sequer.
A Costa Rica só não terminará como a pior seleção do Mundial porque pelo menos a equipe de Sérvia e Montenegro deverá ter classificação pior, já que também perdeu seus três jogos, mas um deles de goleada – o 6 x 0 para a Argentina, o que deverá pesar no saldo de gols para os europeus.
As perspectivas para os costarriquenhos não são das melhores. Primeiro porque o técnico Alexandre Guimarães estuda entregar o cargo. Segundo, porque jogadores importantes como o goleiro José Porras e o atacante Paulo Wanchope já confirmaram que não defendem mais a seleção do seu país. O processo de renovação da seleção da Costa Rica promete ser muito complicado nos próximos anos.