A seleção de Angola entra em campo amanhã, às 11h, para enfrentar o Irã pela última rodada do Grupo D da Copa do Mundo sonhando com um verdadeiro milagre para se classificar às oitavas-de-final.
Além de bater por três gols de vantagem os já eliminados iranianos, que sequer pontuaram, os africanos, com apenas um empate nesta Copa, precisam torcer por uma derrota do México, que tem quatro pontos, diante de Portugal, único com a classificação assegurada e com 100% de aproveitamento.
Angola ganhou ânimo novo com o empate em 0 x 0 obtido contra o México. Porém, o técnico Oliveira Gonçalves vem se mostrando preocupado com a falta de gols. O time ainda não marcou nesse Mundial. Por isso, abdicou do esquema com apenas um homem na frente e vai lançar desde o início o atacante Mantorras, que formará dupla com Akwá.
“Precisamos fazer uma operação que permita a Angola sonhar com a classificação, marcando muitos gols. Seria muito frustrante Portugal bater o México e a gente não conseguir fazer a nossa parte”, disse Oliveira.
O time africano sofrerá uma alteração além do ataque para este duelo. O volante André Macanga, expulso contra o México, dará seu lugar a Miloy.
Os iranianos, do técnico Branko Ivankovic, têm problemas para escalar a equipe. O capitão e autor do único gol do time no torneio, o zagueiro Yahya Golmohammadi, contundiu-se no pé direito e ficará quatro semanas parado. Já o volante Javad Nekounam terá que cumprir suspensão automática por causa do segundo cartão amarelo, recebido na derrota de 2 x 0 para Portugal. Com isso, Bakhtiarizadeh entrará na zaga e Zandi no meio-de-campo.
O trabalho do treinador do Irã vem sendo muito questionado pela imprensa local. Ele, porém, confia em uma vitória sobre Angola. “Nós não mostramos do que somos capazes. Mas agora, podemos jogar sem pressão, o que pode ter sido um fator a nos atrapalhar”, concluiu o treinador.
O Irã se despede da Copa mantendo o retrospecto negativo. Em dois Mundiais jogados -1978 e 1998- a única vitória aconteceu sobre os EUA, inimigos políticos do país, na França, por 2 x 1 (o famigerado “Jogo da Paz”).
Talvez sua eliminação seja um alívio para a Alemanha, pois o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, estava ameaçando ir ver a Copa em caso de classificação às oitavas. Ele é odiado na Alemanha por ser simpatizante do nazismo, além de preocupar as autoridades mundiais por sua política extremista no armamento nuclear.