A seleção brasileira fez a alegria da torcida sul-africana nesta quinta-feira. Cumprindo a exigência da Fifa de realizar pelo menos um treino com portões abertos, o técnico Dunga comandou uma atividade leve no estádio Dobsonville, no bairro do Soweto, foco de combate ao apartheid (separação entre brancos e negros adotada na África do Sul na década de 1940).
Coincidentemente, foi exatamente no bairro, um dos símbolos da resistência negra, o lugar escolhido pela comissão técnica da seleção brasilleira para arejar a rígida separação e isolamento que tem imposto ao seu elenco. Antes de embarcar para o país-sede da Copa, o técnico Dunga avisou a torcida e os jornalistas que iria limitar o acesso aos jogadores e às informações sobre as atividades no intuito de manter uma melhor concentração.
O único desfalque da atividade desta quinta-feira foi o goleiro Júlio César, que foi substituído no amistoso contra o Zimbábue depois de levar uma pancada no tórax. Antes mesmo da atividade, Dunga já havia informado que o arqueiro faria trabalho com os fisioterapeutas. “Foi uma pancada e estará resolvido em dois ou três dias”, minimizou.
Com o barulho da vuvuzela nas arquibancadas, o grupo foi dividido no gramado. Os atletas que atuaram desde o início contra o Zimbábue trabalharam fisicamente com o preparador Fábio Mahseredjian. Gilberto Silva, Robinho, Luís Fabiano, Elano, Thiago Silva, Michel Bastos e Felipe Melo até voltaram antes dos demais ao hotel.
Já o restante do grupo aqueceu com Paulo Paixão e, em seguida, realizou um trabalho com técnico com Dunga e Jorginho.
A boa notícia foi a presença do zagueiro Juan, que acabou poupado no amistoso diante do Zimbábue, mas trabalhou normalmente nesta quinta. “Precisamos de equilíbrio com o Juan. Quando há um desgaste maior pelo trabalho de reforço, damos uma segurada”, afirmou o técnico, antes da atividade.
Na sexta-feira, o Brasil volta a treinar em dois períodos, no Randburg High School, que fica mais próximo da concentração.