Muitos torcedores reclamam da falta de identificação com a seleção brasileira. Não é para menos. Pela segunda vez seguida, a equipe verde-amarela convoca para a disputa da Copa do Mundo uma maioria esmagadora de atletas que jogam fora do país.
O técnico Dunga optou apenas pelo lateral Gilberto, do Cruzeiro, o meio-campista Kleberson, do Flamengo, e o atacante Robinho, do Santos, das opções que estão no cenário nacional. Na África do Sul-2010, serão 20 atletas de equipes do exterior.
O número recorde é igual ao grupo usado por Carlos Alberto Parreira quatro anos atrás. Na ocasião, o Brasil fez uma campanha ruim e acabou eliminado nas quartas de final pela França.
Nas últimas duas décadas, o número de atletas brasileiros no exterior evoluem de forma impressionante. Nas Copas de 1982 a 1986, Telê Santana convocou apenas dois jogadores que estavam fora do país.
Na década seguinte, o número já apresentou um crescimento considerável. Em 1990, Sebastião Lazaroni incluiu em sua lista 12 atletas que deixaram o país. Nas competições seguintes, o grupo permaneceu com uma característica semelhante: 1994 (11 “estrangeiros”), 1998 (13) e 2002 (10).
Na convocação desta terça-feira, as agremiações italianas cederam o maior número de atletas. Internazionale e Roma terão três representantes cada no time pentacampeão mundial.