Enquanto o Brasil foi a seleção que menos cometeu faltas na primeira fase da Copa do Mundo, Gana ganhou o título nada honroso de equipe mais violenta do torneio, devido ao excessivo número de infrações. Porém, o que poderia ser uma preocupação para o departamento médico canarinho é visto com bons olhos pelos jogadores da seleção.
"O número de faltas deles pode virar uma arma para nós. Temos bons cobradores para aproveitar as faltas da entrada da área. Além disso, cartões amarelos e vermelhos que eles podem tomar também nos ajudariam", explicou o meia Kaká.
Especialista em bolas paradas, o atacante Ronaldinho Gaúcho espera ter a oportunidade de ameaçar a meta ganense com batidas da entrada da área. "Estamos esperando uma marcação forte. Por isso, temos que movimentar bastante. Além disso, temos que treinar faltas para aproveitas as bolas paradas, que devem ser muitas. A questão não é cavar falta, é apenas aproveitar da melhor forma as bolas paradas, que podem decidir um jogo", explicou.
O atacante Robinho, que ainda não tem vaga assegurada na seleção titular, acredita que o Brasil tem que apostar em seus talentos individuais para conseguir desarticular o rigoroso sistema defensivo de Gana.
"A individualidade é sempre importante para desestabilizar qualquer tática e provocar faltas em que podem sair gols", argumentou. O capitão Cafu, por sua vez, adverte que o time brasileiro não pode se descontrolar se começar a sofrer muitas infrações.
"Temos que ter paciência e tranqüilidade para não revidar as faltas que eles venham a fazer. Eles são rápidos e tem vigor físico, que pode resultar em faltas próximas da área", ponderou.