Quando começou a estudar e trabalhar com a preparação física de atletas, o brasileiro Marcelo Lins jamais imaginava que um dia seria preparador de uma das maiores equipes de futebol do mundo, o Bayern. “Nunca foi meu sonho trabalhar em um time de futebol. Quando comecei, foi mais pela oportunidade que me pareceu boa”, revelou.
Marcelo Lins é de Brasília e passou cinco temporadas no clube alemão implementando seu trabalho. “O Bayern é uma das equipes que tem menor índice de jogadores lesionados no mundo”, gabou-se.
De volta à capital federal, o preparador físico ainda não procurou nenhuma proposta de trabalho. “Eu vim por conta do meu pai, que está doente. Senão, ficaria por lá mais tempo. Como estou aqui por ele, não teria sentido ir atrás de emprego em clubes do Rio de Janeiro ou de São Paulo”, disse.
Nesta semana, Marcelo foi convidado especial da semana de educação física de uma universidade da cidade. “Nestes enventos falo um pouco do meu trabalho , que é voltado na correção do movimento para melhorar a performance do atleta”, disse.
Marcelo, no entanto, não se restringe somente a preparação física de jogadores de futebol. O trabalho que desenvolve serve para qulaquer tipo de esportista, exatamente aquilo que gosta de fazer. “Não tenho problema em atuar em qualquer outro esporte. Foi assim quando estava fazendo meu mestrado nos Eestados Unidos. Eu gosto de trabalhar com esporte”, comentou.
Fritura normal
Sobre a situação de fritura do técnico Guardiola por conta de alguns medalhões do Bayern, o preparador entende que é algo normal. “As pessoas gostam de falar muito. Logicamente que o Bayern está passando por um processo e toda vez que chega um treinador novo ele tenta implementar sua metodologia”, comentou.
Para o preparador, o tempo mostrará que o clube continuará sendo a grande potência que é, sem qualquer espécie de crise. “Ele ainda está trazendo jogadores, testando alguns em posições diferentes, algo normal num time em processo de mudança. Na época do Van Gaal também foi assim. Em seu primeiro ano, não andava bem das pernas”, lembrou Lins, que pode até trabalhar na seleção de vôlei.